Um abacaxi para descascar
Em
pleno processo efervescente da definição do candidato, Lyra não foi
ouvido em nada, absolutamente nada no que tange a eleição.
O
governador trata com ele questões administrativas, como a recente
reforma do secretariado, mas não abre o diálogo quanto ao que pensa em
relação ao seu candidato.
“O
que Lyra tem sabido é o que está na mídia, porque este assunto ainda é
um grande tabu na relação dele com o governador”, desabafou ao blog uma
fonte bem próxima ao vice-governador.
Esta
mesma fonte desmente a versão de que corre solta por ai de que Lyra tem
horrores a Tadeu Alencar, não abdicaria da disputa em nenhuma hipótese
para ele, mas se conformaria, em última instância, com a alternativa
Paulo Câmara (secretário da Fazenda), caso não fosse possível reverter o
processo em seu favor.
O
vice-governador ficou irritado com a versão, também, do JC ontem, de
que se contentaria com a reeleição da sua filha, a deputada estadual
Raquel Lyra, como prêmio de consolação.
“Só
quem não conhece João Lyra diria algo tão desproposital”, disse um
parlamentar governista que convive de perto com o vice-governador.
Pelo
jeito, Lyra alimentou tamanha expectativa em ser o ungido pelo chefe
que, a esta altura, rifá-lo será uma operação tão complexa quanto à
unidade da base governista em torno do candidato apresentado pelo
governador.
Lyra
ainda está tendo no momento um comportamento de cordeirinho, que tende a
virar lobo, porque ainda não tem o poder da caneta, que conquistará em
abril.
É mais do que verdadeira a versão de que o homem só é conhecido na sua plenitude quando conquista o poder.
O Lyra de hoje pode não ser o Lyra após o 4 de abril.
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