Inaldo Sampaio
Por meio de uma Nota Oficial, a Associação do Ministério Público de Pernambuco voltou a cobrar hoje no Governo do Estado esclarecimentos sobre a morte do promotor de Itaíba, Tiago Farias Soares.
Segundo a entidade classista, já se passaram quatro meses do assassinato do promotor e até agora a Secretaria de Defesa Social não conseguiu prender o(s) assassino (s).
“Mesmo com a ciência da complexidade das circunstâncias do crime investigado, que exigem a realização de diligências várias, inclusive laudos periciais de elevada indagação, mostra-se inquietante que, quatro meses após a sua instauração, o procedimento investigatório ainda esteja sem uma conclusão definitiva, especialmente quando, três dias após o fato, os gestores da Segurança Pública Estadual confortaram a sociedade com notícias de que o caso já havia sido esclarecido”, diz a nota da Associação.
À época, a notícia da prisão dos supostos assassinos foi dada à imprensa pelo então secretário de Defesa Social Wilson Damázio.
“Inquieta-nos o fato de que o apontado principal suspeito de ser o mandante do crime permaneça foragido, sem qualquer inquirição nos autos do inquérito e sem que as forças repressivas do Estado consigam efetivar sua prisão provisória decretada pelo Poder Judiciário, muito embora tenha o mesmo dado duas entrevistas, veiculadas na imprensa em rede nacional. A situação evidencia nítida falha no planejamento das operações policiais, ou, mais grave, que o caso parece ter deixado de constituir uma prioridade da segurança pública no Estado de Pernambuco, fato que fragiliza as instituições republicanas e coloca em dúvida a efetiva proteção de todos os membros da sociedade pernambucana”, diz a nota dos promotores
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