Da Folha de Pernambuco
Apontado pela Polícia Civil como um dos dez envolvidos no escândalo das cobranças de propina à Prefeitura de Caruaru para aprovar os projetos, o vereador Jajá (sem partido) acusa adversários de tentarem o atingir politicamente. A mais recente tentativa, segundo ele, foi o vazamento na Internet de uma foto na qual aparece nu diante de um espelho e que vem rendendo montagens pejorativas. O parlamentar disse que as fotografias foram roubadas.
“Quem está publicando estas fotos são pessoas que trabalham na Prefeitura. Estão fazendo isso para me prejudicar ainda mais e acabar com a minha imagem. É muita coincidência a publicação agora, porque o meu carro, onde constavam as fotos, foi roubado em outubro do ano passado e só vieram publicar quatro meses depois”, desabafou o vereador, em visita à Folha de Pernambuco ontem. Ele garante ter provas que comprovam o envolvimento de servidores municipais nas postagens e que acionará a polícia para apurar o caso.
Quanto o seu envolvimento no esquema de propina, motivo que desencadeou a Operação Ponto Final 1, Jajá se disse inocente e cobrou provas sólidas que mostrem-no recebendo dinheiro para aprovar as matérias. O parlamentar disse ainda que, desde o começo de seu mandato, vem recebendo propostas para não fazer denúncias contra a gestão do prefeito José Queiroz (PDT). Ele acusa o líder do Governo na Câmara, Ricardo Liberato (PSD), e o secretário de Relações Institucionais, Marcos Casé, de lhe oferecerem um montante para votar no projeto do BRT e retirar a sua assinatura do pedido de instalação da CPI da CGU que investigaria supostos superfaturamentos nas contas da gestão do pedetista.
“O Casé, como vereador Ricardo, me ofereceu R$ 300 mil e mais R$ 30 mil mensais para eu retirar o meu nome”, garantiu Jajá. O ex-pós-comunista cita ainda que chegaram a lhe oferecer dinheiro para retirar três pedidos de informação. Em nota, a Prefeitura de Caruaru informou que só se pronunciará apenas em juízo e que tem prestado todos os esclarecimentos à Polícia, ao Ministério Público e à Justiça.
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