terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

“Queríamos apenas ser ouvidos”, diz a deputada Raquel Lyra


Inaldo Sampaio
Embora tenha concordado com a ida do pai, João Lyra Neto (PSB), à solenidade de lançamento da candidatura de Paulo Câmara ao Governo do Estado, a deputada Raquel Lyra (PSB) ainda não digeriu direito o fato de ele (João) não ter sido indicado pelo governador Eduardo Campos para disputar a sua sucessão.

Em curto pronunciamento, ontem, na Assembleia Legislativa, ela registrou sua insatisfação com a condução do processo de escolha dos candidatos da Frente Popular.

“Aprendi, em casa, que lealdade e espírito público são as marcas maiores da vida pública. Queríamos apenas (ela e o pai) sermos ouvidos. Só isso”.

A “escola política” da deputada era formada pelo seu avô João Lyra Filho, ex-deputado estadual e federal e ex-prefeito de Caruaru (duas vezes), seu tio Fernando (ex-deputado estadual e federal e ex-ministro da Justiça) e seu pai (ex-deputado estadual, ex-prefeito de Caruaru e atual vice-governador).

O pai não vai criar problema para o governador nem para Paulo Câmara. Mas continua chateado por só ter sido chamado para tratar da sucessão quando a chapa majoritária já estava fechada com Paulo Câmara (PSB) na cabeça, Raul Henry (PMDB) na vice e Fernando Bezerra Coelho (PSB) na vaga do Senado.

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