terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Sede da Sudene pode ser tombada como patrimônio nacional

O edifício-sede da autarquia, recriada em 2007, está localizado na Cidade Universitária. Crédito: Teresa Maia/DP/D.A.Press
Criada em 1959 sob a supervisão de um dos maiores economistas brasileiros, o paraibano Celso Furtado, a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) já vivenciou tempos de desconfiança durante suas primeiras quatro décadas de história. Afinal, em vez de fomentar negócios e diminuir o fosso de desigualdades na região e até em outros estados, como Minas Gerais e Espírito Santo, a autarquia havia se transformado em parte de uma máquina onerosa e ineficiente. A consequência disso foi a sua extinção em 2001, durante a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, após anos de debates sobre a sua real função para o país.
Depois de um hiato de quase seis anos, o órgão, vinculado ao Ministério da Integração Nacional, foi recriado em janeiro de 2007 pelo governo Lula. Os objetivos eram os mesmos que motivaram seu nascimento no mandato de Juscelino Kubitschek. A ordem era renovação. Entre seus desafios, impulsionar as propaladas taxas de crescimento que voltaram a motivar o empresariado a investir no Nordeste.
Hoje, coincidentemente seis anos depois de seu renascimento, a Sudene busca resgatar a força que já teve no passado.  E parte disso com a preservação de sua memória, a partir do tombamento do emblemático edifício-sede, localizado na Cidade Universitária, no Recife.
Na última quinta-feira (30), o superintendente da autarquia, Luiz Gonzaga Paes Landim, esteve reunido com representantes da UFPE e da ONG internacional Documentação e Conservação do Movimento Moderno (Docomomo Brasil) para discutir os caminhos que tornarão o edifício patrimônio histórico e artístico nacional. A restauração dos jardins projetados pelo paisagista Burle Marx, que assina o Parque do Ibirapuera (SP) e os jardins do Aterro do Flamengo (RJ), também faz parte da iniciativa.
Para marcar a importância do tombamento, a Sudene, a UFPE e a Docomomo – que tem representação em mais de 40 países – promoverão um seminário internacional, ainda sem data marcada. A Docomomo é uma organização cuja função é documentar e preservar as criações do movimento moderno na arquitetura, urbanismo e manifestações similares.

Nenhum comentário: