quarta-feira, 12 de março de 2014

Futuro Governador João Lyra debruçado sobre os dados do Governo

Lyra se debruça sobre dados do Governo do Estado
























JC Online.

Em uma reunião que consumiu dois expedientes, ontem (11), o vice-governador João Lyra Neto (PSB) começou a se debruçar sobre os detalhes técnicos e financeiros do governo que irá assumir no começo do próximo mês. Lyra sentou com o chamado “núcleo duro” do Governo do Estado, os secretários responsáveis por administrar, planejar e controlar: Frederico Amâncio (Planejamento), Décio Padilha (Administração) e Djalmo Leão (Controladoria).
Apenas Paulo Câmara, da Secretaria da Fazenda, não compareceu ao encontro, por conta da agenda de pré-candidato da Frente Popular.

Na pauta, foi debatida a meta de investimentos para este ano, que é, ao menos, repetir os R$ 3,7 bilhões desembolsados em 2013. Desses, João Lyra terá cerca de 30% para escolher onde aportar. Outro tema tratado como prioritário é acompanhar com lupa as despesas com pessoal, que devem atingir R$ 8,3 bilhões, e os gastos com a máquina pública, que irão consumir R$ 4,2 bilhões de recursos dos cofres pernambucanos.

O dinheiro disponível, tecnicamente conhecido como Receita Corrente Líquida (RCL), deve crescer 8,45%, em patamar maior que a folha de pagamentos (7,6%) e as chamadas Outras Despesas Correntes (7,8%). Na prática, a determinação é manter a “quebra” na tradição do governo Eduardo Campos, só conquistada ano passado. Entre 2007 e 2012, esses gastos crescerem em velocidade maior que as receitas.

A mudança na previdência dos novos servidores, a centralização das contratações de serviços e compra de produtos pela Secretaria de Administração, e a política de captação de recursos por financiamentos (que perde ritmo este ano para respeitar a meta de entregar o governo em 2015, com um endividamento equivalente a 50% da RCL) são outros temas caros para 2014.

Hoje, o mesmo grupo se encontra, dessa vez por meio expediente. Até o final da semana, espera-se que outras secretarias passem a participar das reuniões. A orientação geral foi para que somente o vice-governador se pronunciasse oficialmente sobre as discussões.

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