PP e PDT a caminho de Armando
Ao receber ontem o apoio formal do PT, manifestado numa coletiva da direção do partido, o senador Armando Monteiro Neto, candidato a governador pelo PTB, manifestou confiança na ampliação da aliança com o ingresso do PP e o PDT.
Trata-se de partidos integrantes da base de sustentação do Governo Dilma e que, portanto, não teriam aparentemente dificuldades num alinhamento automático. Mas existem pedras no meio do caminho.
No caso do PP, o presidente estadual, Eduardo da Fonte, lançou a candidatura da missionária Micheli Collins, vereadora no Recife e esposa do deputado estadual Cleiton Collins. O que se diz, entretanto, nos bastidores é que o PP usa a missionária como moeda de barganha, mas como o PSB já definiu a sua chapa completa só restaria o caminho para um entendimento com o bloco trabalhista.
Da Fonte controla o PP com mão de ferro e só estaria esperando uma conversa com o ex-presidente Lula para bater o martelo, cabendo ao seu partido à indicação do candidato a vice-governador na chapa de Armando.
Quanto ao PDT, a legenda já confirmou seu ingresso na coligação do candidato do PSB a governador, Paulo Câmara, através do diretório estadual, presidido pelo prefeito de Caruaru, José Queiroz. A reversão dessa moeda se daria por Brasília, via executiva nacional.
Trombado com Queiroz, o deputado Paulo Rubem abriu essa frente, vem se articulando e tem seu nome cotado também para vice, mas não será tão fácil, porque a revoada do PDT para Armando por uma medida extrema de Brasília poderia ser interpretada como uma intervenção no diretório do Estado, provocando sequelas.
Blog do Magno
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