O Partido Verde (PV) oficializou, no último sábado (22), o nome de Eduardo Jorge como pré-candidato da legenda à Presidência da República. Em evento realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a sigla aproveitou para apresentar um documento com dez diretrizes para elaboração de um programa de governo. Entre as ações destacadas no material estão propostas voltadas à superação da miséria, sobre a crise climática, o aquecimento global e a reforma política.
“Esse é o esqueleto do que vai ser feito, é a iniciativa democrática que vem antes de qualquer campanha. Até porque, antes de termos uma pessoa, um nome, precisamos de uma boa proposta e só receberemos apoio e votos se nossas ideias forem acolhidas pela sociedade”, explicou Eduardo Jorge.
O pré-candidato afirmou ainda a relevância de uma reforma política que consolide o parlamentarismo como modelo a ser seguido, uma vez que configura o regime das “democracias mais consolidadas do mundo”. Segundo ele, o momento de crise de representatividade clama por mudanças e pelo restabelecimento do prestígio do fazer político.
Eduardo Jorge reforçou o compromisso da legenda com a redução do número de ministérios do governo atual, o fortalecimento da economia verde e solidária e o diálogo aberto com o setor do agronegócio brasileiro, mas com foco prioritário na agricultura orgânica e familiar, além de um progressivo banimento do uso de agrotóxico nas plantações.
Outro ponto bastante discutido foi a produção e o uso de energia no país e a apresentação de alternativas mais limpas, baratas e eficientes que o petróleo e o etanol, inclusive com a 'descarbonização' da matriz energética brasileira.
Eduardo Jorge ressaltou, também, sua posição a favor da legalização do uso medicinal e recreativo da maconha, bem como a descriminalização do aborto. Ele criticou o programa Mais Médicos do Governo Federal e a atual administração penitenciária, e reforçou seu compromisso com a abolição do serviço militar obrigatório, o reconhecimento e respeito pelos povos indígenas, negros, portadores de deficiência e liberdade de orientação sexual, o bem estar animal e o combate à violência no trânsito.
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