quinta-feira, 10 de abril de 2014

Baptista: sobrenome sinônimo de títulos na Ilha

(Foto: André Nery)

Uma natural sensação de déjà vu, ali, diante dos olhos rubro-negros, em rápida passada pelo banco de reservas, à espera da confirmação de mais um título. Confusão visual aceitável, perante tamanha imagem, semelhança e sobrenome. Agora, será também lembrado pelo mesmo gosto de vitória, saciando a fome de títulos, que não chegou a ultrapassar a barreira dos quatro anos, mas incomodou bastante. Assim como aconteceu com Nelsinho, chegou a hora de exaltar o nome de Eduardo. O novo Baptista a ter o nome gravado na centenária história leonina.

Desfecho final que seria pouco provável de se acreditar. Caso haja dúvidas quanto a essa afirmação, transfira a memória para o início da trajetória do Sport na Copa do Nordeste. Lembrem-se de Geninho. Recordem a derrota para o Náutico, na Ilha do Retiro, após dez anos de jejum alvirrubro. Apenas um grito de gol, em quatro partidas, e nenhuma vitória conquistada.

Geninho deu adeus ao Sport após uma derrota por 1×0 para o Guarany/CE, em Sobral. Revés com requintes de crueldade, após gol no último minuto anotado pelo desconhecido atacante Gugu. Foi então que surgiu a oportunidade para o então preparador físico, conhecido na Praça da Bandeira como um bom profissional, além de filho do maior treinador da história rubro-negra, Nelsinho Baptista. Não havia grandes expectativas e… vamos lá – os rubro-negros eram lanternas do grupo e tinham apenas 1% de chance de classificação. Foi aí que Eduardo Baptista mudou a própria história e, consequentemente, a história do Sport.

O palco de seu primeiro jogo no comando técnico da equipe foi a Arena Pernambuco. Como desafio, o rival Náutico. Ou seja, pano de fundo mais que suficiente para Eduardo Baptista apresentar o seu cartão de visitas. Antes do duelo, surpresa na escalação da equipe. Mudança tática do 4-4-2, de Geninho, para um ainda mais ofensivo 4-2-1-3. Premiado foi pela audaciosa atitude, com um maiúsculo 3×0. Outras três vitórias, em um intervalo de 15 dias, transformou o que era desconfiança em esperança. O interino precisava ser efetivado.

(Foto: André Nery)

Nos bastidores, a diretoria do Sport chegou a praticamente fechar o nome de Jorginho. Problemas pessoais afastaram o treinador da Ilha do Retiro. Eis a única fagulha de sorte de Eduardo Baptista no comando do Leão. Até porque, como o próprio gosta de afirmar: “Não existe sorte. Aqui, o que fazemos é muito trabalho”.

E no hall de grandes frases de Eduardo no comando do Sport, a que mais marcou sua passagem, até o momento, foi dita no pós classificação para a decisão da Copa do Nordeste. “Quando assumi, me deram 1% de chance. Então eu disse que se fosse 0,5% nós lutaríamos. Conversei com os jogadores e eles compraram a ideia. Felizmente, conseguimos e estamos na final”, contou aquele que também chegou a profetizar a volta do Leão a erguer troféus. “Vamos ganhar a Copa do Nordeste e o Pernambucano”. Um já foi para a conta do campeão técnico rubro-negro. Difícil agora é duvidar que ele não consiga os 100% desejados.

Saiba mais

Números - O técnico Eduardo Baptista tem um aproveitamento de 72% defendendo as cores do Sport, nesta temporada. São 11 vitórias, dois empates e cinco derrotas. Apenas na Copa do Nordeste, o comandante leonino atingiu um aproveitamento de 85,7%. Até o título, conseguiu seis vitórias e apenas uma derrota, em sete jogos. O Leão balançou as redes na competição, sob os cuidados de Baptista, em 12 oportunidades e foi vazado em apenas duas. No geral, nos 18 jogos em que o treinador está no comando, a equipe fez 28 gols e sofreu apenas 12.

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