Apesar de toda a conhecida habilidade política do governador Eduardo Campos (PSB), foi fundamentalmente o seu traço de gestor que pavimentou a sua pré-candidatura à Presidência da República. Os resultados obtidos ao longo dos sete anos de administração do socialista no Estado o credenciaram para disputar a eleição presidencial. Ele empurrou o pé no acelerador para entregar hospitais, Upas, rodovias e até estádio de futebol. Agora, desincompatibilizado, estará longe do seu principal palco.
Enquanto a presidente Dilma Rousseff (PT) poderá seguir inaugurando obras até o dia 04 de julho, quando será aberto oficialmente o período eleitoral, e o tucano Aécio Neves permanecerá com a tribuna do Senado à disposição, Eduardo Campos precisará encontrar formas alternativas de continuar participativo no debate eleitoral até lá.
Todavia, apesar de não gozar de uma estrutura formal para seguir em destaque, Eduardo contará com uma enorme flexibilidade. Em primeiro lugar, estará no centro das discussões econômicas do País. Ele desembarca em São Paulo ainda este mês, onde coordenará as ações de sua campanha.
Eduardo não precisará mais se dividir entre as tarefas gerenciais do Governo de Pernambuco e as estratégias de sua campanha. Ele estará mergulhado no projeto nacional do PSB, analisando cenários regionais, estruturas de campanha, alianças com partidos e, claro, amarrando o discurso.
Poderá participar de palestras, seminários, discussões, dar mais entrevistas… E isso em qualquer ponto do País. Ou seja, criar um roteiro para se tornar mais conhecido pelos brasileiros.
Queira ou não, o socialista ainda estará longe das críticas da oposição de suposto uso da máquina pública no período pré-eleitoral. Será justamente ele quem poderá apontar o dedo para a presidente Dilma Rousseff nesse quesito. Eduardo estará 100% concentrado na missão. Quem o conhece sabe exatamente no que isso pode resultar.
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