PE retoma seu espaço
A escolha do senador Armando Monteiro Neto para o Ministério do Desenvolvimento, antecipada ontem por este blogueiro, devolve a Pernambuco um status diferenciado no Governo Federal.
Na era petista, o Estado contou, inicialmente, com o Ministério da Saúde (Humberto Costa), depois Ciência e Tecnologia (Eduardo Campos), Relações Institucionais (José Múcio Monteiro) e, recentemente, Integração Nacional (Fernando Bezerra Coelho).
Político de envergadura nacional, tendo se projetado depois de presidir por dois mandatos a poderosa CNI (Confederação Nacional da Indústria), Armando tem tudo para fazer um excelente trabalho. A pasta se encaixa ao seu perfil.
Sua atuação no Congresso, na passagem pela Câmara dos Deputados e depois no Senado, foi concentrada essencialmente na área econômica, sendo uma voz combativa e respeitada na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos do Senado), por onde deriva a pauta da conjuntura econômica do País.
Com trânsito no empresariado nacional, Armando alia ao perfil econômico a sua experiência no campo da política. Conhece os meandros do Congresso, tem trânsito e respeitabilidade em todos as correntes partidárias, ajudando a presidente Dilma, consequentemente, na interlocução com a base governista no Congresso.
Quanto a Pernambuco, o fato de ter perdido a eleição para governador não pode ser interpretado o convite de Dilma como uma provocação à coligação vencedora, encabeçada pelo governador socialista Paulo Câmara. Armando está acima disso.
Se Dilma recorreu a ele para tocar uma área tão estratégia sabe que dará certo, porque, além de preparado, o senador é competente. E deu demonstrações disso por onde passou, principalmente no comando da CNI.
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