De acordo com a FAB, sargento não estava no voo em missão oficial
JC Online
Acidente aconteceu na Zona Sul do Recife
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a 1º Sargento Lia Maria Abreu de Souza, morta na queda do Globocop na manhã desta terça-feira (23) no Recife, não estava em missão oficial da aeronáutica. Mais cedo, o dono da empresa proprietária do helicóptero já havia explicado que a mulher havia sido convidada para participar do voo.
De acordo com a FAB, o Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA II) já está investigando "os fatores contribuintes para o acidente". A Polícia Federal fará a investigação do que pode ter causado o acidente. De acordo com a nota, a sargento Lia era do efetivo do Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III).
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Destroços foram retirados do mar por banhistas - Bobby Fabisak/ JC Imagem
Corpos foram retirados com a ajuda da população - Bobby Fabisak/ JC Imagem
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- Cortesia
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Dono da empresa que alugava o helicóptero à Globo também é pai do operador de imagens Miguel Brendo - Diego Nigro/JC Imagem
Miguel estava no helicóptero e foi socorrido com vida e levado ao HR - Diego Nigro/JC Imagem
Parentes de Miguel aguardam notícias - Diego Nigro/JC Imagem
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Destroços foram retirados do mar por banhistas - Bobby Fabisak/ JC
"A militar participava do voo a convite da empresa Helisae e não estava em missão oficial da Aeronáutica", informou a FAB. Na nota, a Força Aérea Brasileira lamentou o ocorrido e informou que está prestando apoio aos familiares da militar.
A Polícia Civil também iniciou as investigações sobre o acidente. A delegada Beatriz Leite e agente da delegacia de Boa Viagem estiveram no local e começaram a colher os primeiros depoimentos.
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De acordo com o dono da Heliase, o também piloto Wagner Monteiro, Lia foi convidada a participar do voo na noite da última segunda-feira (22). "Tinha uma convidada do controle, uma controladora de voo. Sempre existe uma forma de diálogo com os órgãos de controle, para a gente poder atender à televisão e também atender ao controle aéreo. Esse era o motivo da controladora no voo", afirmou o empresário, informando que outros controladores voaram no Globocop na segunda-feira.
Tragédia
O Globocop caiu por volta das 6h desta terça-feira (23) na Praia do Pina, na Zona Sul do Recife. A aeronave sobrevoava a região para gerar imagens ao vivo para o telejornal Bom Dia Pernambuco, da Rede Globo Nordeste. Logo no início do jornal, a emissora transmitiu as imagens do helicóptero que estava com três pessoas a bordo. Chovia muito no momento do acidente.
Na queda, além da sargento Lia, morreu o piloto do helicóptero, Daniel Galvão. O operador de imagens, Miguel Breno, de apenas 21 anos, que também estava na aeronave, foi socorrido por moradores e levado pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) para o Hospital da Restauração, no centro do Recife. De acordo com a unidade de saúde, o estado de saúde do rapaz é considerado grave
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