De acordo com o relato do médico, o militar teria assediado a esposa dele com "carícias libidinosas", e ainda estaria embriagado e sob a posse de arma
JC Online
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Boa Viagem
Foto: Reprodução/Google Street View
Um médico denuncia que foi espancado por um major da Polícia Militar de Pernambuco em um seleto restaurante da Zona Sul do Recife. De acordo com a queixa, o militar estaria embriagado e armado onde seria proibida a posse de arma de fogo, mesmo para alguém com posse e porte de arma permitidos. A Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) e a Delegacia de Polícia Civil iniciaram as investigações a partir desta segunda-feira (26), na qual serão ouvidas as partes envolvidas, para assim, tomar as medidas necessárias.
A discussão aconteceu durante um evento de conclusão de residência médica, com cerca de cem convidados da alta sociedade pernambucana, no Restaurante Coco Bambu, em Boa Viagem, na quinta-feira (22). Entre os presentes, militares, médicos e empresários participavam da comemoração, inclusive o profissional de medicina Jones Nogueira, acompanhado da esposa. O comandante da Rádio Patrulha, Alexandre Jorge da Silva, teria ido ao encontro da esposa do médico fazendo insinuações libidinosas. A mulher se incomodou quando o militar acariciou a nuca dela sem pudor algum. “Respeita tua mulher, ela está do outro lado olhando pra cá”, disse a coagida. O comandante, ignorando o fato, declarou que “gosta do rolo”, sem se preocupar com a situação constrangedora.
“Minha esposa se levantou e veio me retratar. Na mesma hora falei com o casal de anfitriões que não poderíamos mais ficar alí, pois um dos convidados deles havia acabado de dar em cima da minha esposa, e que inclusive, ele estaria armado dentro da festa”, conta o médico em entrevista à TV Jornal.
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A acompanhante do suposto agressor, delegada da Polícia Civil, pediu para que ele o acompanhasse para casa, mas ele se negou. “Ela se alterou e quebrou um copo de whisky na mesa. Os vidros do copo feriram seis pessoas, inclusive um capitão da Polícia Militar; ela ainda disse que se ele não fosse, ela iria quebrar tudo”, diz o médico. “Por volta das 23h45 saí do restaurante com minha esposa; foi quando fui atingido por um soco no rosto pelas costas. Caí no chão e continuei sendo espancado pelo major e pelo ‘comparsa’ dele com socos e pontapés”, relata. Quando procurado pela reportagem do Jornal do Commercio, o comandante disse que não iria fazer nenhuma declaração, a não ser às autoridades.
Investigação
O doutor conta que mesmo dizendo que iria denunciá-lo à Corregedoria, o militar não se sentiu amedrontado. A nota oficial divulgada pela SDS relata que “as oitivas dos envolvidos e testemunhas já foram iniciadas, de modo a esclarecer os fatos no menor tempo possível. Outros elementos de prova serão analisados para que, ao final, a Corregedoria se pronuncie oficialmente sobre o caso”.
Logo ao sair do restaurante, o pressuposto agredido registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Boa Viagem. De acordo com o delegado Ramon Teixeira, as investigações foram iniciadas e todos os envolvidos e presentes durante o discussão serão intimados a depor; a solicitação das imagens de segurança do restaurante também serão solicitadas. “Há dois registros da mesma ocorrência aqui na delegacia; os dois envolvidos prestaram queixas um contra o outro”, conta o delegado. O responsável pelo restaurante diz que irá colaborar com as investigações e só irá depor aos órgãos responsáveis
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