Em Cajueiro, interior de Alagoas, uma cabeça foi encontrada dentro de um saco plástico. Em Maceió, um homem foi morto a tiros e decapitado
- Por: Julita Bittencourt

Corpos foram removidos da cena do crime pelo IML. Foto: Waldemir Mariano/TV Ponta Verde
Duas pessoas foram decapitadas em mais um final de semana violento no estado de Alagoas. Levantamento feito pelo Portal OP9 e publicado em três matérias especiais entre os dias 17 e 19 mostrou que de janeiro de 2017 a maio de 2019 foram registrados 14 casos de decapitações em diferentes cidades do estado. Com mais esses dois crimes, sobe para 16 o total de mortes por decapitação em mais de dois anos.
Em Cajueiro, Zona da Mata do estado, a Polícia Militar encontrou uma cabeça dentro de um saco plástico na madrugada do domingo (26). No bairro de Benedito Bentes, parte alta de Maceió, um homem de 19 anos foi assassinado a tiros e depois teve a cabeça decapitada, também domingo.
Na cidade de Cajueiro, a vítima foi Djovânio da Silva, 31. Ele foi assassinado e teve a cabeça decapitada e colocada dentro de um saco plástico. O corpo apresentava duas marcas de tiros e foi desovado em uma mata próximo ao local de onde o membro decapitado foi encontrado, no Centro da cidade. Segundo informações da polícia, ele teria envolvimento em um homicídio na região e a morte pode ter sido vingança.
Assim como Djovânio, um homem identificado como Carlos Eduardo Silva Santana tinha registro de participação em um assassinato, o que pode ter motivado a morte dele. De acordo com a perícia, Carlos Eduardo foi morto com três disparos de arma de fogo, sendo dois no braço esquerdo e um nas costas, além de ser decapitado. A vítima residia na localidade em que foi morta.
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) confirma que a motivação para esses crimes está relacionada, na sua maioria, à guerra de facções criminosas que brigam por pontos de comércio dos entorpecentes. Para o cientista social Jorge Vieira, a desigualdade social nas periferias é um gatilho para essas barbáries.
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