Com o aval do Palácio do Planalto, a ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) continuará a campanha que já havia começado para que a Fundação Nacional do Índio (Funai) permaneça sob seu comando.
Damares viu a comissão do Congresso que analisa a medida provisória da reforma administrativa aprovar, hoje, o retorno da Funai para o Ministério da Justiça, liderado por Sergio Moro. Após a aprovação no colegiado, o parecer ainda terá, contudo, de ser analisado pelos plenários da Câmara e do Senado.
Segundo o blog do Matheus Leitão, aliados do governo acreditam que as movimentações do Centrão e de outros partidos que têm buscado a devolução da Funai para o Ministério da Justiça têm o objetivo de ocupar Moro com os indígenas.
A realocação da Funai seria uma forma de desgastar o ex-magistrado, pois algumas alas do Congresso tem a opinião de que o ministro não tem a mesma “paixão” de Damares pela causa indígena e poderia, em algum momento, se atrapalhar com o tema.
Congressistas ainda apostam que Moro “perderia” muito tempo atendendo lideranças indígenas e não conseguiria dar tanta atenção a outros temas, como o combate à corrupção.
Enquanto a comissão aprovava o retorno da Funai para a Justiça, Damares participava de café da manhã na liderança do partido Patriota. A ministra tem intensificado o corpo-a-corpo com parlamentares para tentar manter a Funai em sua pasta.
Uma das apostas é a de que será possível reverter a derrota quando o tema for votado no plenário, já que o governo terá, em tese, o apoio de bancadas importantes, como a ruralista.
Os ruralistas não querem que demarcação de terras indígenas, que o governo passou para o Ministério da Agricultura na reforma administrativa, fique sob responsabilidade da Funai, o que também foi alterado na comissão
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