Precariedade na fiação elétrica pode ter provocado as chamas; falta até ar-condicionado nas salas de aula
Por: Fabio Nóbrega

Incêndio atingiu farmácia escola da universidadeFoto: Cortesia
Em meio à Greve Nacional da Educação e aos cortes nos orçamentos das instituições federais do País, alunos do curso de Farmácia, do campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), reclamam da estrutura de laboratórios e salas de aula. A precariedade das instalações do departamento provocou um incêndio na Farmácia Escola Carlos Drummond de Andrade, na tarde do último sábado (11). Nenhum aluno nem funcionário ficou ferido, pois o local não funciona nos finais de semana.
"Os professores já haviam pedido a revisão da fiação elétrica, mas a universidade foi bastante negligente. Faz tempo que houve a última manutenção", queixou-se o estudante do 8º período e membro do Diretório Acadêmico, Júnior Cavalcanti.
Ainda segundo o universitário, duas paralisações foram realizadas recentemente, mas não surtiram efeito e os pedidos dos estudantes continuam sem ser atendidos. "Os tetos dos laboratórios ficam caindo quase na cabeça da gente, alaga quando chove, a água sai até dos interruptores quando chove... É uma situação de caos", acrescentou Júnior.
Outros problemas enfrentados diariamente pelos alunos são a água escura que sai das torneiras e a falta de ar-condicionado nas salas de aula. "Desde que começou este semestre, temos cinco salas e só duas estão funcionando. Ou ficam transferindo para outros prédios, ou temos aula no calor. Somos bastante prejudicados academicamente", disse Júnior.
O cenário de corte orçamentário anunciado pelo Ministério da Educação deixa os estudantes ainda mais desesperançosos. "Se antes já se negavam a fazer as coisas, imagina agora. Devem alegar falta de dinheiro, mas isso já é tão antigo", lamentou o estudante.
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