quarta-feira, 8 de maio de 2019

FBC diz que ainda não há definição de nomes para ministérios recriados

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado


Por Maria Eduarda Bravo, repórter da editoria de Política do Jornal do Commercio

Em entrevista à Rádio Jornal na manhã desta quarta-feira (8), o líder do governo no Senado Federal, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) afirmou que ainda não há nomes definidos para ocupar o cargo de ministros dos dois Ministérios recriados. “Até agora não se avançou ainda sobre nomes. Se possível será essa semana ou no máximo na próxima, mas nada de nomes ainda”, disse FBC.

O Ministério das Cidades e da Integração Nacional poderão ser as duas pastas recriadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) na reforma Administrativa, que está em análise no Congresso. O questionamento foi levantado na entrevista após o nome do ex-ministro Alexandre Baldy (PP) ter sido ventilado na última terça-feira (07) para ocupar o cargo de ministro das Cidades. Mas segundo o senador pernambucano, será preciso primeiro ser votado no Congresso Nacional e depois estudar qual seria o melhor perfil para o cargo. “A necessidade foi atender a área dos municípios, que quando se juntou (os dois Ministérios recriados) houveram muitas dificuldades, portanto houve essa ideia, essa reflexão.

Agora, com essa volta, haverá uma aproximação do Congresso com o Governo Federal”, completou FBC em entrevista ao programa Passando a Limpo. Ao longo deste ano, Fernando Bezerra Coelho vêm alertando sobre a situação dos municípios e a relevância da reforma da Previdência para ajudar nessa questão.

Na conversa desta quarta-feira (8), não foi diferente. Segundo ele, a visita dos governadores à Brasília em busca do equilíbrio fiscal é fundamental, já que os estados e municípios ‘atravessam momentos de dificuldades’. “Todos os estados e municípios estão atravessando momentos críticos e eles (governadores) aqui manifestaram, fazendo ressalvas em questões como o BPC, a aposentadoria dos professores, dos trabalhadores rurais. Precisamos criar esse clima de harmonia aqui, porque só assim vamos retomar o investimento na economia no País”, afirmou.

FBC também lembrou que o governo federal não espera que, principalmente a oposição, aprove a reforma de maneira integral, mas que se tenha um projeto completo.

“Na verdade ninguém quer que aprove a reforma de forma integral, mas que seja uma reforma completa, que tenha impacto, para que regule as contas públicas. Assim, mostraremos a sociedade brasileira a necessidade desses recursos”, acrescentou o senador.

Outra parte da entrevista foi com o deputado federal e membro da comissão especial Silvio Costa Filho (PRB-PE). O parlamentar explicou que para que a reforma da Previdência seja aprovada, ficou definido que a matéria será apresentada para o Congresso em partes.

“Foi proposto pelo próprio relator debates sobre assuntos específicos. Vamos fazer aos poucos um capitulo sobre os militares, outro sobre educação e assim avançar ponto a ponto. Creio que assim avançamos no esclarecimento”, explicou Silvio. Ainda segundo o deputado pernambucano, o mês de maio está separado para que aconteça as audiências públicas sobre o mérito do projeto.

“No mês de maio vamos fazer mais de 10 audiências públicas. Estamos trabalhando com o dia até o dia 10 de junho, para quem sabe, até antes do São João votarmos o parecer da comissão. Claro que isso é um plano, ele pode apresentar alguma dificuldade, mas vamos lutar para que tudo dê certo”, completou.

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