quinta-feira, 27 de junho de 2019

Dia começa com braço direito de Ministro preso

PF prende assessor especial do ministro do Turismo em investigação de candidaturas laranjas do PSL

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio Foto: Jorge William / Agência O Globo

RIO — A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira, um assessor especial do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, em desdobramento da apuração sobre supostas candidaturas laranjas do PSLem Minas Gerais. O assessor Mateus Von Rondon foi detido em Brasília. Um dos coordenadores da campanha de Álvaro Antônio, Roberto Silva Soares, o Robertinho, foi preso na mesma ação, em Brasília.

As informações são do G1. Batizada de Sufrágio Ostentação, a operação cumpre mandados de busca e apreensão e de prisão temporária. Há agentes nas ruas de Aimorés e Ipatinga, na Região do Vale do Rio Doce, e em Brasília. Em 29 de abril, na primeira fase da ação, a PF fez buscas em sete endereços de cinco cidades de Minas Gerais, incluindo na sede do PSL em Belo Horizonte.

Segundo o G1, os suspeitos são investigados pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral, emprego ilícito do fundo eleitoral e associação criminosa.

Von Rondon foi levado à Superintendência da PF em Brasília, por volta de 7h40 desta quinta-feira. A empresa dele consta na prestação de contas de quatro candidatas à Assembleia estadual e à Câmara dos Deputados que teriam sido usadas pelo PSL de Minas como laranjas.

Ainda de acordo com o G1, Lilian Bernardino, Naftali Tamar, Débora Gomes e Camila Fernandes disseram ter pagado R$ 32 mil à companhia do hoje assessor do ministro. A PF acredita que a empresa tenha sido criada apenas para este fim, já que foi fechada após o fim das eleições. As quatro candidatas tiveram poucos votos no pleito apesar do recebimento dos recursos do partido, o que levantou suspeitas sobre a regularidade dos repasses e motivou a abertura de investigação em fevereiro.

Robertinho, que era figura central do suposto esquema de candidaturas laranjas, deixou em abril a executiva do PSL de Minas Gerais. Ele ocupava o lugar de primeiro secretário do diretório em Minas. A saída ocorreu depois de seu antigo chefe, o ministro Álvaro Antônio, se tornar alvo de suspeitas de participação no desvio de recursos públicos do fundo partidário nas eleições do ano passado.

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