segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Bruno Covas tem câncer no estômago com metástase e passará por quimioterapia


Bruno Covas. Foto: Marcos Corrêa/PR/Agência Brasil

Bruno Covas. Foto: Marcos Corrêa/PR/Agência Brasil

O prefeito de São Paulo Bruno Covas foi diagnóstico com um câncer no estômago e terá que passar por quimioterapia. O tumor sofreu metástase para o fígado e para linfonodos da região abdominal.

De acordo com a equipe médica do Hospital Sírio-Libanês, coordenada por David Uip, apesar do câncer ter se espalhado, o tumor foi descoberto precocemente e de Bruno ser jovem e saudável aumentam as chances de cura.

O médico Artur Katz afirmou, durante coletiva, que também há uma metástase no fígado e nos gânglios linfáticos. A metástase mostra que uma célula cancerígena saiu do estômago e seguiu para essas duas regiões.

O cirurgião Raul Cutait disse que é “uma pequena lesão [no fígado]”“O fato de não ter lesão no peritônio [membrana que reveste as paredes da cavidade abdominal e recobre órgãos abdominais e pélvicos] é uma boa notícia”, afirmou.

Ainda segundo Katz, a doença foi traiçoeira, porque não havia sintoma no local. Só a trombose, que foi detectada no fim da semana passada, indicou a possibilidade do câncer.

Covas permanecerá hospitalizado por recomendações médicas, mas de acordo com o secretário de Justiça, Rubens Rizek, o prefeito que pretende ser candidato á reeleição, conseguirá manter contato com a equipe pelo celular e por mensagens e poderá assinar eletronicamente documentos oficiais, não sendo necessário o seu afastamento do cargo.

O tucano deu entrada no hospital há quatro dias para o tratamento de uma erisipela, doença que causa um tipo de celulite (infecção da pele) provocada por bactérias que, quando encontram uma porta de entrada nas camadas mais superficiais da pele, espalham-se, formando uma mancha vermelha. Na sexta-feira (25) foi diagnosticado trombose venosa das veias fibulares. Exames subsequentes diagnosticaram tromboembolismo pulmonar.

Covas está no cargo desde abril de 2018 , quando o então prefeito João Doria renunciou para disputar a eleição ao governo do estado.

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