segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Federação Internacional não encontra origem do óleo que atinge litoral Nordestino

FEDERAÇÃO INTERNACIONAL NÃO ENCONTRA ORIGEM DE MANCHAS DE ÓLEO NO NORDESTE

Federação internacional não encontra origem de manchas de óleo no Nordeste
    Com informações do G1 Natureza

Uma federação internacional especializada em identificar e prevenir vazamentos de petróleo causados por petroleiros foi procurada pelo governo brasileiro, mas ainda não conseguiu localizar a origem das manchas de óleo no Nordeste. O contato ocorreu no início da crise que já atinge mais de 180 localidades no Nordeste. A Federação Internacional de Poluição por Petroleiros (ITOPF, na sigla em inglês) foi contatada pelo governo por meio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O órgão internacional já investigou mais de 800 vazamentos causados por navios em 100 países diferentes nos últimos 50 anos.

Segundo o diretor técnico da ITOPF, o mais comum é que a organização seja chamada por donos de navios ou seguradoras de empresas de transporte quando ocorrem acidentes mas, como ainda não foram identificados os responsáveis pelas manchas no Nordeste, apenas o governo brasileiro poderia envolver a organização neste caso. "A ITOPF não tem conhecimento da origem do vazamento. Nós simplesmente não temos ainda informações nesse sentido e eu sei que essa é a questão que todos gostariam de responder", disse Richard Johnson. 

Apoio internacional

Depois de procurada pelo Ibama a federação enviou técnicos de sua sede, em Londres, para o Brasil, onde estão atuando há algumas semanas.
"Três técnicos do ITOPF estão trabalhando em conjunto com o Ibama e com a Marinha, ajudando a identificar o alcance e a gravidade desse incidente e oferecendo suporte sobre os melhores métodos e técnicas para limpar os locais afetados", explica Johnson, biólogo e diretor técnico da federação."Em conjunto com as autoridades locais nós examinamos a costa, tanto em sobrevoos como no solo, e auxiliamos no centro de comando da Marinha." Apesar disso, Johnson afirma que ainda não foi possível localizar a origem do vazamento.

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