
Publicado no British Journal of Anaesthesia, o artigo explica que, embora a condição possa ser subjetiva, ela está sendo identificada com um possível padrão clínico comum – diversos profissionais da saúde estão relatando a experiência com seus pacientes.
Na grande maioria dos casos, os médicos acreditavam que o nível de oxigênio dos pacientes estava normal – afinal, apresentavam sinais de pessoas saudáveis, o que acabou causando confusão e atraso nos diagnósticos.
Quando testados, porém, os pacientes registraram um nível de oxigênio geralmente igual ou inferior a 50%, o que é entendido como um cenário extremamente baixo.Em alguns pacientes, os testes indicaram um nível de 80% a 70% e, nesses casos, o esperado seria um sofrimento notável – o que não acontecia, visto que os infectados andavam e falavam como indivíduos que não estavam com o vírus.
Jonathan Bannard-Smith, médico da Enfermaria Real de M anchester, no Reino Unido, disse ao jornal britânico The Guardian que a condição é mais profunda do que aparenta. “É intrigante ver tantas pessoas entrando, quão hipóxicas elas são. Estamos vendo saturações de oxigênio muito baixas e elas não sabem disso. Normalmente, não vemos esse fenômeno na gripe ou na pneumonia adquirida na comunidade. É muito mais profundo e um exemplo de fisiologia muito anormal acontecendo diante de nossos olhos.”, disse o consultor e anestesista.
Esse fenômeno, ainda pouco investigado, representa um perigo para os pacientes. Em caso de não tratamento ou não identificação do problema, o paciente pode vir a entrar em um estado de choque, o que piora seu caso de saúde. Mais pesquisas sobre o tratamento da “hipóxia feliz” são necessários, para que indivíduos com o vírus mas sem aparentes sintomas também recebam os cuidados necessários.
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