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| Leandro de Santana/ Especial DP |
Uma versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada em parceria com o Ministério da Saúde, para quantificar as pessoas com sintomas de Covid-19 revelou que aproximadamente 1 milhão e 278 mil pessoas tiveram algum sintoma relacionado a síndrome gripal em Pernambuco. Esse dado corresponde a 13,4% da população do Estado e o levantamento é referente apenas ao mês de maio.
Os sintomas gripais considerados nesta parte da pesquisa foram febre, tosse, dor de garganta, dificuldade de respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz entupido ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de cheiro ou de sabor, e dor muscular.
As entrevistas começaram no dia 4 de maio, e, por conta do distanciamento social, estão sendo feitas exclusivamente por telefone. Em Pernambuco, pouco mais de 7 mil domicílios, distribuídos por 137 municípios, são contatados por mês. Aproximadamente 120 servidores fazem parte da pesquisa no estado. Para definir a amostra da nova pesquisa, o IBGE utilizou a base de domicílios que participaram da PNAD Contínua no primeiro trimestre de 2019 e selecionou aqueles com número de telefone cadastrado. Neste último mês foram realizadas aproximadamente 1.750 entrevistas por semana.
Dos mais de um milhão de pernambucanos que tiveram sintomas de gripe, 188 mil pessoas (14,7% da população) procuraram atendimento médico em algum estabelecimento público ou privado de saúde. Dos 9,5 milhões de pernambucanos, 2 milhões (21,1%) têm plano de saúde.
Pernambuco é o quarto estado da região com maiores taxas, atrás do Ceará (16,5%), Maranhão (15,1%) e Paraíba (14,2%), mas está acima de todos os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Essa porcentagem relacionada a apresentação de algum sintoma gripal, onde Pernambuco tem mais de um milhão de casos, é maior do que a média do Nordeste, de 12,2%.
Média que também supera a nordestina é a relacionada aos sintomas conjugados. Segundo o PNAD, cerca de 347 mil pessoas (3,6% da população) teve sintoma conjulgados que podem estar associados ao novo coronavírus. Os índices de PE também são bastante superiores à média nacional, que foi de 2%. O IBGE considera os seguintes sintomas como sendo conjulgados: perda de cheiro ou sabor; febre, tosse e dificuldade de respirar; febre, tosse e dor no peito.
A pesquisa indica que 66 mil pessoas (19,1%) da população pernambucana que teve sintomas conjugados procuraram estabelecimentos de saúde. Esse valor proporcional está bem abaixo dos observados na média nacional, que chegou aos 31,3%. Esses sintomas foram informados pelo morador e não se pressupõe a existência de um diagnóstico médico. Desta vez, Pernambuco ocupa o 3º lugar no ranking regional, atrás do Maranhão (5,6%) e do Ceará (4,7%).
A pesquisa também enumera os domicílios que tem ao menos um morador com sintomas gripais. Dos três milhões de lares pernambucanos, em 225 mil deles havia ao menos um morador com algum dos sintomas descritos acima. Sendo assim, do total, em 54 mil (23,9%) havia, no mínimo, um morador idoso, considerado como grupo de risco para a Covid-19. Considerando o total de domicílios pernambucanos, 931 mil, ou 30% do total, abrigam ao menos um idoso.
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