Profissionais de saúde que atuam em hospitais com vítimas da Covid-19 de Manaus relataram que a situação voltou a piorar. Segundo o pesquisador Jesem Oerellana, da Fiocruz-Amazônia, vídeos e áudios de servidores da linha de frente das unidades de saúde mostram que há falta de oxigênio em hospitais.
“Estão relatando efusivamente que o oxigênio acabou em instituições como o Hospital Universitário Getúlio Vargas e serviços de pronto atendimento, como o SPA José de Jesus Lins de Albuquerque. (...) Acabou o oxigênio e os hospitais viraram câmaras de asfixia”, relatou o pesquisador, em entrevista à coluna da Monica Bergamo, na Folha de São Paulo.
Segundo ele, os pacientes que conseguirem sobreviver, além de tudo, devem ficar com sequelas cerebrais permanentes.
Procurado pela Folha, profissionais da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Getúlio Vargas não quiseram comentar a informação. A ligação à direção da instituição não foi atendida.
Uma das profissionais relatou, emocionada, à coluna que os pacientes recebendo oxigenação de forma manual, uma vez que os respiradores estão sem oxigênio.
Ainda de acordo com a fala dela à jornalista, cada profissional consegue realizar o procedimento manual de oxigenar um paciente por no máximo 20 minutos, quando tem que ceder lugar a outro técnico, o que torna a rotina de procedimentos arriscada, insuportável e caótica.

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