*BRASIL 🗣️ *
Nas urnas, o povo cobra moralidade. Depois, uma parte esquece e não cobra mais os parlamentares.
Por larga margem de votos, a Câmara aprovou, nesta quarta-feira (16), alterações na lei de improbidade, ferramenta de controle no combate à corrupção, numa votação que uniu a oposição, governistas e o Centrão.
Pelo novo texto, do relator Carlos Zarattini (PT-SP), um agente público — de servidor público a governador — só responderá por ato de improbidade se ficar demonstrado que ele agiu de forma intencional, para causar dano ao erário e enrique ilicitamente. Foram 408 votos a favor e 67 contra e uma abstenção.
Na bancada de deputados federais de Pernambuco, foram 21 votos a favor das alterações. Votaram contra apenas Ricardo Teobaldo (Podemos), Tadeu Alencar (PSB) e Túlio Gadêlha (PDT). O deputado Luciano Bivar (PSL) faltou à sessão porque está com covid-19 - sintomas leves, segundo o site Metrópoles.
A aprovação da Lei da Improbidade gerou críticas de especialistas por ter sido conduzida pelos deputados a toque de caixa, sem uma ampla discussão com a sociedade civil. Entretanto, alguns analistas avaliam que sua revisão é fundamental para que, sem deixar de coibir episódios de corrupção no serviço público, possa dar alternativas e estimular gestões mais inovadoras. Esta prática, dizem os que defendem mudanças, tem inibido ações, sobretudo emergenciais, que possam levar seus responsáveis ao erro e, mais adiante, aos tribunais.
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