EX-GESTORES- A coluna vem observando já há algum tempo ao longo dos últimos seis meses de pré-campanha, a importância dos apoios locais dos ex-prefeitos de inúmeras cidades pernambucanas na formação das bases eleitorais de todos os pré-candidatos que disputam o Palácio do Campo das Princesas. Para que possamos entender o significado e a importância desse conjunto, precisamos voltar ao tempo em que o estado era governado pelo saudoso Eduardo Campos. Inteligente e sagaz, dono de uma visão futura privilegiada, Eduardo sabia e entendia como ninguém, a força desse conjunto político que fica na planície após saírem das prefeituras municipais. O alcance da visão de Eduardo Campos era tão grande que ele fazia esforços hercúleos para manter ao seu lado, não só os prefeitos de mandatos, mas também os ex-prefeitos. O cálculo era simples, os que estão fora possuem serviços prestados e se eles conseguiram se eleger, pelo menos mais de uma vez, nada poderia impedir uma terceira ou mais vitória dos ex-gestores em seus respectivos municípios. Logo, para que se possa construir um futuro e uma hegemonia em Pernambuco, seria necessário contar com as forças que comandam e as forças que podem voltar a comandar as cidades. É essa visão de Eduardo Campos que prece que faltou a Paulo Câmara e a sua equipe política.
ELEIÇÃO DE PAULO- A eleição de Paulo Câmara se deu, não pela comoção da morte de Eduardo Campos e sim pelo trabalho que ele desenvolveu como governador e sobretudo pela unidade política que ele construiu nos municípios, onde prefeitos e ex-prefeitos mesmo adversários, subiam juntos no palanque do PSB. Chegando as convenções é hora de se avaliar que abandonar essa estratégia foi um erro crucial para os socialistas. A força dos ex-prefeitos, chega a ser gigante, no momento em que há uma crise nacional e qualquer alteração na economia do país também volta a projetar os ex-prefeitos como sinônimos de um futuro melhor, de um tempo bom que precisa voltar. É assim que trabalha a cabeça do eleitor. É praticamente um padrão e a ciência política pode explicar facilmente o fenômeno. Desprezar esse contigente é além de burrice uma falta total de sintonia com as estratégias que deram certo e que produziram resultados. É verdade também que existe os péssimos prefeitos que a população não sente a mínima saudade, mas saibam que isso é uma excessão a regra. São poucos os que se desmantelam e perdem a credibilidade total nos municípios que administram. Dessa maneira, o melhor a se fazer é seguir a lição de Eduardo Campos, mantê-los por perto.
TAMANHO- Se fizermos uma conta por baixo, caro leitor, aqui da Coluna NA LUPA, vamos chegar a 185 municípios. Vamos calcular juntos que pelo menos em cada cidade pernambucana exista pelo menos, uma média de dois ex-prefeitos. Levando-se
em conta a renovação ocorrida em 2020 e calculando que pelo menos 80 destes tenham saído recentemente do comando de suas cidades. Temos dezenas de gestores que possuem serviços prestados, e considerando que todos possuem “votos de gaveta”, pois prestaram serviços e favores em suas localidades e somando aos demais ex-prefeito que eventualmente possuam cada cidade, na pior das hipóteses teremos cerca de 200 ex-prefeitos que possuem voto e confiança de parte do eleitorado. Ora, o que estamos assistido é que estes possuidores de “capital eleitoral”
estão, com raras excessões, se enfileirando em candidaturas a governador da oposição. Isso tem dificultado o crescimento do candidato da Frente Popular de Pernambuco porque não encontra “espaço para crescer”, uma vez que esse capital eleitoral está comprometido com as candidaturas de Marília Arraes, Raquel Lyra, Miguel Coelho e Anderson Ferreira. Logo está explicado um dos fatores (pois são vários) do não crescimento do candidato chapa branca ao governo de Pernambuco. É isso aí.



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