terça-feira, 29 de outubro de 2024

LOYO DIZ QUE AFASTAMENTO DE RAQUEL DA CAMPANHA DO RECIFE FOI ESTRATÉGIA PESSOAL DE DANIEL

Em entrevista à Rádio Jornal Recife, nesta terça-feira, Fred Loyo, presidente do PSDB em Pernambuco, apresentou uma análise incisiva dos resultados das recentes eleições municipais no estado, contestando a leitura da oposição de que o governo estadual não teria saído fortalecido. O líder tucano destacou que a governadora Raquel Lyra não só consolidou seu apoio com prefeitos eleitos e reeleitos, mas terá ao seu lado um contingente de 126 gestores em 2025. Para Loyo, as alianças partidárias “formais” não refletem necessariamente a verdadeira dinâmica de apoio a Raquel, exemplificando com os casos dos prefeitos Lucielle Laurentino e Gilvandro Estrela e do deputado Chaparral, todos membros do União Brasil, formalmente alinhado a João Campos (PSB), mas que, na prática, atuam em sintonia com a gestão da governadora.

Loyo ainda foi questionado sobre o desempenho do candidato Daniel Coelho (PSD) nas eleições do Recife, onde Coelho, mesmo contando com apoio de Raquel, amargou uma quarta colocação com 3,21% dos votos – um resultado abaixo das expectativas, que gerou críticas e indagações a respeito da efetividade do apoio da governadora na capital. O presidente do PSDB não hesitou em atribuir o desempenho de Coelho à estratégia autônoma do candidato, que optou por distanciar sua campanha do peso da imagem de Raquel. Coelho, que também é ex-deputado federal e ex-secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, definiu uma campanha na qual não houve menções diretas à governadora no material de rua e que contou apenas com duas agendas ao seu lado – na convenção e na inauguração de comitê –, um reflexo de sua escolha de conduzir a campanha sem maior associação ao governo estadual.

Fred Loyo expressou convicção de que, caso Raquel tivesse exercido uma participação mais intensa ao lado de Daniel, o resultado poderia ter sido substancialmente diferente. Ele pontuou que a estratégia adotada por Coelho na capital não abriu espaço para que Raquel influenciasse de forma decisiva o eleitorado recifense. Para Loyo, a opção pela condução independente da campanha, sem alinhar-se explicitamente à força política da governadora, foi uma aposta que, ao final, determinou um desempenho aquém do esperado.

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