O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (18) o arquivamento do inquérito que investigava a deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) por sua suposta participação nos atos ocorridos em 8 de janeiro, em Brasília. A decisão do magistrado seguiu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu pela inexistência de provas suficientes para a continuidade das investigações.
A investigação havia sido aberta logo após os ataques que atingiram os prédios dos Três Poderes, no início deste ano. Na ocasião, centenas de manifestantes invadiram as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal, em um episódio amplamente condenado pela sociedade e pelas instituições brasileiras. Clarissa Tércio foi uma das parlamentares que passaram a ser alvo de investigações, uma vez que surgiram suspeitas de que alguns representantes eleitos teriam incitado ou participado dos atos.
No entanto, ao longo de meses de apuração, a PGR, responsável por conduzir a investigação, não conseguiu reunir elementos que indicassem o envolvimento direto da deputada nos eventos violentos. Diante da falta de provas, a própria Procuradoria recomendou o arquivamento do caso, posicionamento que foi acolhido por Moraes.
A deputada Clarissa Tércio, desde o início, manteve sua defesa, afirmando que jamais teve qualquer envolvimento nos atos de vandalismo que abalaram a capital federal. Em declarações anteriores, a parlamentar havia se manifestado a favor do direito à manifestação pacífica, ressaltando seu compromisso com os valores democráticos e com a ordem institucional. Após a decisão do STF, Clarissa Tércio reafirmou esse posicionamento, comemorando o arquivamento do inquérito e ressaltando que a verdade prevaleceu.
Tércio destacou, em sua defesa, que sempre se posicionou de forma clara contra qualquer tipo de violência ou ataque às instituições democráticas. A parlamentar, conhecida por suas posições conservadoras e pela defesa de princípios como a família, a fé e a liberdade de expressão, aproveitou o momento para reafirmar seu compromisso com o exercício de um mandato pautado pela ética e pela defesa da democracia.
Em suas redes sociais, Clarissa Tércio voltou a repudiar os atos de vandalismo que marcaram o episódio de 8 de janeiro, sublinhando que o seu papel como deputada sempre foi e continua sendo o de defender os interesses da população dentro dos limites constitucionais. Segundo ela, a luta por direitos e valores não pode ser confundida com atitudes que atentem contra a estabilidade do país ou coloquem em risco as conquistas democráticas.
Ao receber a notícia do arquivamento do inquérito, a deputada destacou que, apesar das acusações infundadas, nunca se afastou de suas convicções, mantendo-se firme na defesa dos princípios nos quais acredita. Tércio, que tem uma base de eleitores fortemente alinhada ao conservadorismo, aproveitou o momento para ressaltar sua atuação parlamentar em defesa de pautas ligadas à proteção da família e aos valores cristãos.
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