sábado, 23 de novembro de 2024

FIOCRUZ PERNAMBUCO ABRIGARÁ CENTRO ÂNCORA NORDESTE PARA MEDICINA DE PRECISÃO

Fiocruz Pernambuco abrigará Centro Âncora Nordeste para medicina de precisão
Centro será responsável pela coordenação de atividades como coleta de amostras, preparação de bibliotecas, sequenciamento genético e análise de dados
O Centro Âncora Nordeste, integrante da Rede Genomas SUS (GenSUS), vinculada ao Programa Nacional de Genômica e Saúde de Precisão - GENOMAS BRASIL, do Ministério da Saúde -, foi lançado oficialmente nesta sexta-feira (22), no auditório da Fiocruz Pernambuco. O centro será responsável pela coordenação de atividades como coleta de amostras, preparação de bibliotecas, sequenciamento genético e análise de dados. Além disso, atuará como referência no diagnóstico genético de doenças raras e genéticas, ampliando o acesso à medicina de precisão para toda a região Nordeste do Brasil.

O Programa GENOMAS BRASIL, criado em 2020, visa estabelecer as bases para o desenvolvimento da saúde de precisão no Brasil, com o objetivo de implementar essa abordagem no Sistema Único de Saúde (SUS) no futuro. A saúde de precisão combina dados clínicos e laboratoriais com o perfil genético do paciente, permitindo a escolha de tratamentos mais eficazes e seguros, além de possibilitar a detecção precoce de riscos para o desenvolvimento de doenças.

O Genomas Brasil atua no sequenciamento genômico para melhorar a precisão diagnóstica e predizer o risco de doenças, proporcionando tratamentos mais seguros e eficazes. Além disso, o programa investe em terapias avançadas, como terapias celulares e gênicas, que unem a arquitetura genética do paciente. O Ministério da Saúde destinou aproximadamente R$ 90 milhões para os oito Centros Âncoras no primeiro ano de operação. O Centro Âncora Nordeste recebeu R$ 2,6 milhões em equipamentos, além de R$ 50 milhões mensais em bolsas e recursos adicionais para consumíveis.

O Centro Âncora Nordeste conta com uma equipe de 13 profissionais, incluindo biólogos, bioinformatas, coordenadoras de campo, entrevistadoras e apoio administrativo. Durante seu primeiro ano de operação, o centro realizará a remoção do DNA e a construção de bibliotecas, que serão sequenciadas em outros centros Âncoras equipados com sequenciadores. A meta é processar 3.500 amostras no primeiro ano. A instalação de um sequenciador no próprio centro está prevista para o segundo ano.

A coordenadora do Centro e pesquisadora do Departamento de Imunologia, Norma Lucena, explica que o projeto GenSUS busca criar laboratórios de referência para o sequenciamento genômico em todo o Brasil, garantindo uniformidade nas instalações, protocolos e controle de qualidade. O programa visa sequenciar 21 mil genomas brasileiros no primeiro ano, identificar variantes genéticas associadas a doenças e fenótipos complexos, capacitar profissionais para trabalhar com dados genômicos e contribuir para o desenvolvimento tecnológico e inovação no setor de saúde.

A iniciativa desempenhará um papel fundamental na viabilização de exames genéticos para usuários do SUS nos estados nordestinos. Durante a palestra, será possível avaliar a demanda por esses exames e discutir estratégias para ampliar o acesso à medicina de precisão

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