Em um ofício encaminhado ao Ministro dos Transportes no dia 12 de novembro, Felipe Carreras destacou a necessidade premente de intervenções no local. A solicitação incluiu desde a instalação de lombadas eletrônicas até melhorias na sinalização horizontal, colocação de placas de advertência e implementação de iluminação pública, medidas consideradas essenciais para conter a escalada de acidentes na área. A proximidade do trecho com empreendimentos residenciais, somada à deficiência de sinalização, foi apontada como fator agravante na incidência de colisões e atropelamentos, potencializando o risco para os moradores e motoristas.
A resposta do Ministério dos Transportes veio por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que reconheceu a gravidade da situação e confirmou que o trecho atende aos critérios mínimos para a instalação de equipamento eletrônico de controle de velocidade. Contudo, a limitação de recursos no Programa Nacional de Controle de Velocidade (PNCV) deixou o local como uma prioridade registrada para futuras ações. Enquanto isso, medidas paliativas foram implementadas, como a redução da velocidade máxima permitida de 80 km/h para 60 km/h, a instalação de placas indicativas e a inclusão de dispositivos sonorizadores na pista, todos esforços para mitigar riscos até que intervenções mais estruturantes possam ser realizadas.
A questão da iluminação pública, crucial para aumentar a segurança no período noturno, trouxe à tona um impasse orçamentário. Segundo o DNIT, a Constituição Federal delega essa responsabilidade às prefeituras municipais, uma condição que depende do alinhamento entre esferas locais e federais. Nesse cenário, Felipe Carreras e Sivaldo Albino intensificaram o diálogo em busca de alternativas, reforçando a importância de ações integradas para atender às demandas da população e oferecer um ambiente rodoviário mais seguro.
A confluência de esforços entre diferentes níveis de governo evidencia a complexidade de gerir rodovias que cortam zonas urbanas em expansão, onde o crescimento desordenado de empreendimentos afeta diretamente a dinâmica do trânsito e, consequentemente, a segurança das pessoas. A BR-423, com sua importância estratégica, torna-se um retrato de desafios enfrentados em todo o país, onde vidas muitas vezes dependem da celeridade e da eficácia de políticas públicas. As ações imediatas já realizadas e os compromissos futuros assumidos refletem um primeiro passo para transformar o lamento em prevenção e o risco em proteção.
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