O silêncio da madrugada foi rompido pela confirmação que ninguém queria ouvir: subiu para doze o número de desaparecidos no desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que conecta os estados do Maranhão e Tocantins. Entre os escombros submersos, as marcas de um domingo que jamais será esquecido. O caos instaurado pela queda da estrutura trouxe consigo não apenas a tragédia humana, mas também a ameaça invisível do ácido sulfúrico, que vazou de um dos caminhões e impediu o avanço das buscas.
Às margens do rio, a inquietação se mistura à fumaça dos equipamentos parados. Os bombeiros aguardam, nesta manhã, os resultados de análises químicas realizadas nas águas. Liderados pelo coronel Magnum Coelho, profissionais avaliam os próximos passos. Não é apenas uma operação de resgate: é uma corrida contra o tempo, contra a contaminação, contra a incerteza. Cada amostra coletada carrega em si a possibilidade de esperança, mas também o peso de decisões difíceis.
Os números concretos – quatro caminhões, dois automóveis e duas motocicletas envolvidos – não traduzem o impacto profundo. A ponte, que era passagem, transformou-se em abismo. O tráfego suspenso tornou-se narrativa interrompida. As vidas que despencaram com ela agora flutuam entre a lembrança e o desconhecido.
Por ora, o rio guarda seus segredos e o cenário permanece imutável. Famílias esperam, equipes resistem, e o sol desta segunda-feira ilumina mais uma etapa de uma história que ninguém desejaria contar.
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