A manhã foi marcada por visitas importantes do prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral, às escolas localizadas na área rural do município. Acompanhado pelos secretários Maurício Canuto, responsável pela Infraestrutura, e Isaltino Nascimento, que lidera a Educação, o gestor percorreu unidades de ensino para avaliar as condições estruturais e verificar a viabilidade de retorno às aulas neste ano letivo.
A primeira parada foi na Escola Municipal Edmar Moury Fernandes, situada no Engenho Serraria. Lá, o cenário encontrado trouxe um misto de abandono e precariedade. Três anos após o início de uma reforma que prometia melhorar as condições do local, apenas 30% da obra foi executada. O prédio foi demolido pela gestão anterior, mas os trabalhos não avançaram, deixando a escola inutilizável e obrigando mudanças drásticas para os 300 alunos que antes frequentavam a unidade.
Hoje, 170 estudantes ocupam um espaço improvisado, adaptado em um antigo restaurante que não dispõe de infraestrutura mínima para o aprendizado. Pequeno e quente, o local oferece pouco conforto tanto para alunos quanto para professores. Os demais estudantes, vítimas da descontinuidade, foram remanejados para escolas mais distantes, acarretando desafios adicionais para as famílias, que agora enfrentam o custo e a dificuldade do transporte público. Além dos alunos do Engenho Serraria, a Edmar Moury Fernandes também recebia crianças de comunidades vizinhas, como Jasmim, Propriedade e Vila Dois Irmãos.
A situação preocupante gerou uma resposta rápida do prefeito. Reconhecendo a falta de condições para manter as crianças no ambiente atual, ele se comprometeu a buscar, junto aos secretários e à direção da escola, um espaço mais adequado enquanto as reformas não são concluídas.
O roteiro seguiu para a Escola Aníbal Cardoso, localizada na comunidade de Algodoais. Ali, novamente, o abandono das obras se fez presente. Salas com mofo, teto com baixa altura e outros problemas estruturais dificultam o funcionamento. O secretário Isaltino Nascimento destacou medidas emergenciais que serão adotadas para solucionar os problemas de umidade, elevar o forro do teto e realizar as adequações necessárias.
Na Escola Joaquim Nabuco, situada no Engenho Massangana, o cenário não foi diferente. Estruturas inacabadas e um ambiente impróprio para o retorno às atividades escolares reforçam a urgência de ações por parte do poder público. O secretário de Educação ressaltou que, após um levantamento detalhado, será priorizada a retomada das obras, garantindo que as unidades possam oferecer as condições básicas para o ensino com dignidade.
A agenda reflete a busca por soluções concretas para a realidade enfrentada pelas escolas da área rural, com um olhar voltado para recuperar espaços de aprendizagem e proporcionar um ambiente adequado para os alunos do Cabo de Santo Agostinho.
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