terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

ESVAZIAMENTO MARCOU A PASSAGEM DE BOLSONARO PELO RECIFE

A visita de Jair Bolsonaro a Pernambuco não teve o impacto que os aliados esperavam. Diferente do clima eleitoral de 2022, quando suas passagens pelo estado mobilizavam multidões, desta vez o público presente no Aeroporto Internacional do Recife e na tradicional Padaria Boa Viagem foi significativamente menor. O próprio ex-presidente parece ter sentido a diferença e já decidiu adotar uma estratégia para evitar cenas esvaziadas: proibiu manifestações no dia 16 de março em outros estados para concentrar forças no ato que está marcado para essa data no Rio de Janeiro, em um esforço para garantir uma demonstração de apoio mais expressiva. O PL de Pernambuco, que já vinha demonstrando sinais de divisão, escancarou suas fraturas com a ausência de figuras importantes ao lado de Bolsonaro. Nem o ex-prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, nem seu irmão, o deputado federal André Ferreira, apareceram ao lado do ex-presidente nos eventos no Recife. Quem assumiu o protagonismo ao lado de Bolsonaro foi o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, que mais uma vez recebeu declarações de apoio explícitas do ex-presidente. Bolsonaro reforçou que Gilson é seu nome para o Senado em Pernambuco, em um gesto que pode ser interpretado como uma tentativa de consolidá-lo politicamente no estado. Apesar da presença de alguns apoiadores fiéis, o tom geral dos eventos não foi de empolgação máxima. O ambiente refletiu um momento político diferente, no qual Bolsonaro já não está mais no Planalto e enfrenta desafios para manter a mesma mobilização que marcou sua trajetória nos últimos anos. As imagens da recepção no aeroporto e na padaria circularam entre seus apoiadores, mas sem a grandiosidade de outrora. O cenário atual mostra que a dinâmica política mudou, e que, mesmo entre os bolsonaristas, o entusiasmo já não é o mesmo.

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