Durante o pronunciamento, Álvaro Porto mencionou nominalmente a governadora Raquel Lyra e a vice Priscila Krause, destacando que Manoel Medeiros fez parte do grupo de transição do Governo e atuou como assessor na Alepe entre 2011 e 2022. O parlamentar afirmou possuir documentação completa, incluindo vídeos do trabalho de investigação da Superintendência de Inteligência Legislativa, que mostram Manoel em uma Lan House em um sábado, redigindo o material publicado.
As postagens acusavam Dani Portela de contratar uma empresa pertencente a um familiar de seu esposo, após ela ter publicado críticas sobre a licitação de publicidade do Governo e a participação de um primo da governadora em contratos questionados pelo Tribunal de Contas, posteriormente derrubados pelo Tribunal de Justiça. Em aparte ao pronunciamento, a deputada chegou a se emocionar, lembrando os sacrifícios pessoais e familiares, bem como sua rotina de trabalho intenso nas comunidades e na Alepe.
Deputados de oposição e da base do Governo se manifestaram em solidariedade à parlamentar. Waldemar Borges, Rodrigo Farias, Diogo Moraes, Cayo Albino, Renato Antunes, Joãozinho Tenório, Wanderson Florêncio, Izaías Regis, João Paulo Silva e Rosa Amorim reforçaram que a governadora não estaria envolvida nos ataques e defenderam investigação aprofundada, sugerindo exoneração do servidor, caso comprovada sua participação. Segundo Antunes e Tenório, Raquel Lyra teria afirmado que jamais participaria de atos de violência de gênero.
O presidente da Alepe também citou que Manoel Medeiros está sendo investigado pela OAB, após sua prima, advogada, supostamente acessar processos do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região para fornecer informações ao secretário. Álvaro Porto enfatizou que a CPI em andamento agora possui objeto definido, abrindo caminho para investigações detalhadas. Waldemar Borges reforçou que muito ainda precisa ser apurado.
Além de suas funções como secretário-executivo, Manoel Medeiros é membro dos conselhos da Cepe e da Adepe. O parlamentar destacou que a proximidade do assessor com a governadora e sua vice torna a denúncia ainda mais grave, por se tratar de um possível constrangimento a uma deputada no exercício de suas funções fiscalizadoras.
Em resposta, Manoel Medeiros enviou nota ao Blog Cenário afirmando não se sentir intimidado e justificando suas ações como exercício de cidadania. Segundo ele, levantou informações e solicitou apuração de órgãos competentes sobre possíveis irregularidades, tudo fora do horário de expediente e em espaço público, utilizando anonimato legal para preservar sua integridade. O assessor disse ainda que a tentativa de criminalizar suas ações representa uma ameaça à liberdade de expressão e cidadania, reafirmando seu compromisso com a transparência e a luta contra a corrupção.
Medeiros concluiu a nota destacando a necessidade de proteção à sua integridade física e reiterando confiança na apuração dos fatos, afirmando que Pernambuco não se curvará a práticas de intimidação associadas à velha política.
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