quarta-feira, 24 de setembro de 2025

CÂMARA FEDERAL ENCAMINHA PEDIDOS DE SUSPENSÃO DE PARLAMENTARES ENVOLVIDOS EM MOTIM

O primeiro-secretário da Câmara dos Deputados, o deputado pernambucano Carlos Veras, do PT, assinou nesta semana os pedidos de suspensão de parlamentares que participaram de um motim e atrapalharam o funcionamento da Casa no mês passado. A medida não significa que os parlamentares foram suspensos, mas que os casos foram oficialmente encaminhados ao Conselho de Ética, que agora vai analisar e decidir sobre as penalidades.

Ao todo, 14 parlamentares foram denunciados pela Corregedoria da Câmara por envolvimento nos episódios de tumulto e invasão à Mesa do Plenário. Até o momento, apenas três casos foram formalmente representados: Marcos Pollon, do PL de Mato Grosso do Sul, Marcel van Hattem, do Novo do Rio Grande do Sul, e Zé Trovão, do PL de Santa Catarina. Os pedidos de suspensão sugerem punições que podem variar de 30 a 90 dias, dependendo da gravidade dos atos.

O documento com os pedidos foi remetido à Mesa Diretora, que oficializou o encaminhamento ao Conselho de Ética. Esse conselho é o responsável por analisar cada caso e decidir se os parlamentares receberão as punições propostas, se serão ajustadas ou até mesmo se poderão ser rejeitadas. Carlos Veras destacou que a iniciativa visa preservar a ordem na Casa e a integridade do Parlamento.

“Assinei, como primeiro-secretário, a representação da Mesa Diretora pela suspensão de parlamentares que invadiram a Mesa do Plenário e impediram o funcionamento da Câmara dos Deputados. Defendo que o Conselho de Ética endureça as penalidades, adequando-as à gravidade dos atos cometidos. O Brasil e o Parlamento não vão se abaixar para aqueles que vivem flertando com a ditadura”, afirmou Veras.

A ação evidencia a preocupação da Câmara em manter a normalidade dos trabalhos e demonstra que atos de desrespeito às regras internas podem gerar consequências sérias. Mesmo sem a suspensão imediata, o encaminhamento formal ao Conselho de Ética é um passo importante para responsabilizar os parlamentares envolvidos.

Outros parlamentares denunciados ainda não tiveram seus casos oficialmente representados, mas podem ser encaminhados nas próximas semanas, conforme avançarem as investigações da Corregedoria e deliberações da Mesa Diretora. A expectativa é que as decisões do Conselho sirvam como exemplo e previnam novos episódios de desordem no Parlamento.

O episódio evidencia a tensão política dentro da Câmara e reforça o papel do primeiro-secretário como gestor do regimento e responsável por garantir que atos ilegais ou antidemocráticos sejam analisados e punidos, sempre dentro das regras da Casa e da legislação vigente.


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