terça-feira, 16 de setembro de 2025

COLUNA POLÍTICA | BRASIL | NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO

A FALTA DE OPÇÃO NA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DE 2026 LEVARÁ LULA AO 4º MANDATO
A disputa presidencial de 2026 parece caminhar para um cenário previsível: a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para o quarto mandato. A prisão de Jair Messias Bolsonaro, principal nome da direita nos últimos anos, deixou um vazio político que até agora não foi preenchido por nenhuma liderança de peso capaz de enfrentar o atual presidente em igualdade de condições. Vamos dar uma passada aqui NA LUPA

DIREITA SEM RUMO E GOVERNADORES EM SILÊNCIO
O campo da direita nacional vive um momento de fragmentação. Os governadores que poderiam despontar como alternativas parecem mais preocupados em assegurar um futuro político individual do que em liderar um projeto nacional. Muitos trabalham nos bastidores mirando cadeiras no Senado, cujo mandato de oito anos oferece estabilidade, do que arriscar uma derrota em uma disputa direta contra Lula. Esse movimento demonstra que, mais do que enfrentar o atual presidente, as lideranças buscam preservar capital político em seus estados.

UM JOGO QUASE DEFINIDO
A matemática política é simples: sem Bolsonaro no páreo e sem uma figura de envergadura que una a direita, Lula caminha praticamente sozinho rumo a 2026. As pesquisas de opinião, embora ainda preliminares, já indicam favoritismo consolidado. A base social que o sustenta permanece firme, enquanto a oposição parece incapaz de criar narrativas consistentes ou um projeto alternativo de país.

O “FATO NOVO” QUE NÃO APARECE

A única variável capaz de alterar o tabuleiro seria o surgimento de um fato político de grande relevância: um novo nome com capacidade de liderança nacional, uma crise interna no governo ou até mesmo um acontecimento inesperado que redesenhe as forças em jogo. No entanto, até o momento, nada indica que esse cenário esteja no horizonte próximo.

O NOVO CÓDIGO ELEITORAL QUE NÃO SAI DO PAPEL
Outro elemento importante é a inércia do Congresso em relação ao novo Código Eleitoral. Apesar das discussões, as mudanças ainda não foram efetivamente implementadas e, como já ocorreu em pleitos anteriores, parecem destinadas a não valerem a tempo da eleição. Esse impasse faz com que a disputa de 2026 siga os mesmos moldes de eleições anteriores, num verdadeiro “museu de grandes novidades”, em que se fala em mudanças, mas na prática, tudo permanece como está.

LULA ATÉ 2030
Diante desse quadro com Bolsonaro fora do jogo a direita rachada, a projeção é clara: Lula tende a governar o Brasil até 2030. A ausência de alternativas competitivas transforma a eleição em um caminho praticamente livre para o atual presidente. Resta à oposição decidir se continuará a apostar em nomes regionais e projetos individuais ou se será capaz de construir uma frente consistente que possa disputar o poder de fato. Enquanto isso, o país caminha para mais um ciclo político sob a liderança de Lula, reafirmando o peso do lulismo como força predominante na política brasileira do século XXI. É isso aí. 

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