De acordo com informações da SES-PE, os casos foram identificados em três homens de 33, 44 e 49 anos, todos com histórico de doenças graves, como acidente vascular cerebral, câncer e tuberculose. O paciente mais jovem segue internado em isolamento na UTI respiratória, com estado de saúde considerado estável. Já os outros dois não resistiram às complicações das enfermidades de base e faleceram.
A confirmação ocorreu a partir de protocolos de vigilância hospitalar de rotina, demonstrando que o monitoramento contínuo é fundamental para a detecção precoce desse tipo de ameaça. Com a confirmação, o HOF suspendeu temporariamente novas admissões na UTI respiratória, seguindo orientação da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) e da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).
O objetivo da medida é reforçar a desinfecção de ambientes e equipamentos, além de intensificar a vigilância de pacientes e profissionais de saúde que circulam no setor. A decisão é considerada essencial para conter a disseminação de um fungo que já tem histórico de provocar surtos em diferentes países.
Apesar da suspensão de admissões, as visitas continuam autorizadas, mas com restrições de acesso, para reduzir o fluxo de pessoas na área de maior risco. Especialistas recomendam atenção redobrada às medidas de prevenção, como higienização das mãos, uso correto de equipamentos de proteção individual e limpeza rigorosa com produtos adequados.
O Candida auris foi detectado pela primeira vez em 2009, no Japão, e desde então se espalhou para diversos continentes. No Brasil, os primeiros registros ocorreram em 2020, e desde então o fungo tem sido monitorado com preocupação pelas autoridades sanitárias. Sua capacidade de sobreviver por longos períodos em superfícies e resistir a diferentes tipos de antifúngicos torna o controle desafiador.
A SES-PE reforça que a população não precisa entrar em pânico, já que a infecção está restrita ao ambiente hospitalar e não é transmitida em situações cotidianas. No entanto, para pacientes internados, especialmente aqueles com sistema imunológico debilitado, o risco é significativo.
Com a confirmação dos casos no Recife, Pernambuco entra no radar das ações de monitoramento nacional, em articulação com o Ministério da Saúde. O episódio destaca a importância de investimentos contínuos em biossegurança, protocolos rígidos de higiene e capacitação de profissionais para lidar com patógenos emergentes.
A situação também reforça o alerta para familiares de pacientes hospitalizados: seguir as orientações das equipes de saúde é fundamental para evitar novos registros e conter a disseminação de um fungo que já representa um dos maiores desafios da medicina contemporânea.
Nenhum comentário:
Postar um comentário