Entre os pontos centrais do texto estão a instalação obrigatória de câmeras de segurança no perímetro dos estádios, a criação de um cadastro oficial dos torcedores vinculados às torcidas organizadas e a implementação da biometria facial como condição para acesso às partidas. A expectativa é de que as mudanças estabeleçam uma nova cultura de prevenção, permitindo que o Estado identifique rapidamente possíveis envolvidos em conflitos e evite confrontos como os registrados no início deste ano, durante o clássico entre Sport e Santa Cruz.
Feitosa destacou que o PL foi construído de forma integrada, reunindo ações de caráter repressivo e educativo. Para o parlamentar, o episódio de violência ocorrido em fevereiro, amplamente divulgado na imprensa nacional e internacional, marcou um divisor de águas. “Ninguém mais quer ver aquelas cenas de barbárie que correram o mundo. Este projeto vai ser uma ferramenta legal para o Estado combater a violência nos dias de jogo”, afirmou.
A matéria segue agora para a segunda discussão no plenário, etapa que deve ser concluída ainda esta semana. Como conta com o apoio da base governista, a proposta tem aprovação praticamente garantida. Em seguida, será encaminhada à governadora Raquel Lyra, que, segundo aliados, deve sancionar o texto em caráter de urgência.
Feitosa acredita que a lei estará em vigor já no início da próxima temporada. “Em 07 de janeiro, quando começa o Campeonato Pernambucano, teremos a lei sancionada. Quem ganha são todos os pernambucanos”, celebrou o deputado, defendendo que o futebol do estado vive o início de uma nova fase, marcada por mais segurança e responsabilidade nos estádios.
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