Débora iniciou sua fala destacando o que chamou de “grandes conquistas da educação estadual” sob a liderança de Raquel Lyra, citando números que, segundo ela, comprovam a melhoria dos indicadores e o fortalecimento das escolas públicas. “Enquanto o Estado avança, o Recife anda para trás”, disparou. Poucos parlamentares do PSB estavam presentes no plenário e, mesmo entre eles, não houve quem saísse em defesa do prefeito.
A deputada afirmou que a Prefeitura do Recife “raspa o tacho do futuro para tapar os buracos do presente”, ao vender antecipadamente os precatórios dos professores com um desconto de 21,4%, o que, segundo ela, resultou em uma perda de R$ 124 milhões aos cofres públicos. “Foi uma manobra para conseguir liquidez imediata e mascarar o desequilíbrio financeiro da gestão”, criticou.
Ela apontou que “a cidade está sem fôlego financeiro, sem capacidade de investimento”, citando como exemplo obras paradas, a exemplo da Ponte Giratória, da requalificação da Orla de Boa Viagem e do Parque Eduardo Campos. “O prefeito está usando o dinheiro dos professores para cobrir o rombo fiscal da Prefeitura, e isso foi admitido pela própria Procuradoria do Município”, afirmou Débora, em tom de indignação.
Fazendo um contraponto direto entre João Campos e Raquel Lyra, a parlamentar exaltou a postura da governadora. “Enquanto Raquel tem feito da educação um símbolo de eficiência e sensibilidade, reformando e climatizando escolas, renovando frotas e valorizando professores, o Recife oferece um reajuste pífio de apenas 3% aos seus educadores”, comparou.
O discurso de Débora Almeida repercutiu fortemente entre os parlamentares e chamou atenção pelo tom firme, em um momento em que os bastidores políticos já se movimentam para o embate de 2026, quando João Campos e Raquel Lyra devem se enfrentar nas urnas. A fala foi interpretada como um sinal claro de que o confronto entre PSDB e PSB começa a ganhar força também dentro da Alepe, antecipando o clima eleitoral que promete dividir Pernambuco nos próximos anos.
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