O caso julgado diz respeito a um episódio ocorrido em março de 2019. Segundo a denúncia, a vítima relatou ter sido dopada antes do abuso. “Eu já tinha bebido o dia inteiro, estava muito vulnerável. Ele virou um copo de bebida, então eu tomei um comprimido sem saber o que era. Não consegui ter reação nenhuma”, afirmou a mulher, em depoimento que ganhou ampla repercussão quando o caso veio a público.
Durante o processo, outras três mulheres que também denunciaram o empresário foram ouvidas como testemunhas. Para a magistrada, os relatos foram fundamentais para demonstrar um padrão de comportamento recorrente por parte de Rodrigo Carvalheira. “Esse padrão reiterado de conduta informado por três testemunhas, fornecimento de comprimido seguido de perda de consciência e ato sexual, confere credibilidade plena ao relato da vítima e comprova o modus operandi do acusado”, destacou a juíza em sua sentença.
A decisão ainda descreve o empresário como alguém com “personalidade desvirtuada e voltada à manipulação”, acrescentando que ele teria feito “esforço ativo e consciente para obstruir a Justiça e silenciar a vítima”. A defesa de Carvalheira sustentou a tese de que a relação teria sido consensual, mas a argumentação não convenceu o juízo, que considerou as provas e testemunhos incompatíveis com essa versão.
Ao todo, seis mulheres já registraram denúncias contra Rodrigo Carvalheira por crimes sexuais. A condenação desta segunda-feira representa o desfecho de um dos casos mais comentados dos últimos anos em Pernambuco, marcado por forte mobilização social e pressão por justiça. A sentença é vista como um marco na responsabilização de crimes sexuais cometidos por pessoas com posição de influência e poder econômico.
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