segunda-feira, 3 de novembro de 2025

LULA ANUNCIA CRIAÇÃO DE UNIVERSIDADE INDÍGENA E PROMETE NOVA ERA DE INCLUSÃO E DIREITOS PARA OS POVOS ORIGINÁRIOS

Em um domingo marcado por simbolismo e compromissos históricos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, durante agenda na Aldeia Vista Alegre de Capixauã, em Santarém, no Pará, a criação da primeira universidade indígena do Brasil. O anúncio será oficializado até o dia 17 de novembro e promete representar um marco na valorização da cultura, do conhecimento e da autonomia dos povos originários. Segundo Lula, a sede será em Brasília, mas a instituição terá extensões em todos os estados, permitindo que jovens indígenas possam estudar próximos de suas comunidades. “Nós já temos uma ministra indígena, uma Funai indígena, um chefe da saúde indígena, e agora vamos ter uma universidade indígena”, declarou o presidente, aplaudido pelos caciques do povo Kumaruara.

O evento reuniu as ministras dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, e do Meio Ambiente, Marina Silva, além da presidente da Funai, Joenia Wapichana. Durante a roda de conversa com lideranças locais, Lula ouviu demandas nas áreas de saúde, demarcação de terras, habitação, água e energia. O presidente garantiu que todas as reivindicações serão analisadas e destacou que um novo programa habitacional voltado para comunidades tradicionais está em estudo, batizado de “Minha Oca, Minha Vida”.

Entre os anúncios, Lula prometeu levar energia elétrica para a aldeia. “Não vai demorar muito, o ministro de Minas e Energia vai vir aqui conversar com vocês. Não tem nada na pauta de vocês que a gente não possa fazer”, assegurou. Marina Silva reforçou o compromisso ambiental do governo, lembrando que o desmatamento foi reduzido significativamente nas unidades de conservação e destacou o papel inédito das mulheres indígenas em posições de liderança no governo federal.

Com a futura universidade, o governo busca garantir acesso à formação superior com valorização das línguas, saberes e tradições indígenas, em um passo concreto rumo à reparação histórica e à construção de um país mais diverso e justo.

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