O principal motivo da mudança de humor entre os brasileiros está relacionado à segurança pública. O levantamento foi feito logo após a polêmica fala de Lula, que chamou traficantes de “vítimas dos usuários”, e a operação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que terminou com 121 mortos.
De acordo com a pesquisa, 81% dos entrevistados rejeitaram a declaração do presidente — inclusive a maioria entre seus próprios apoiadores. Já a ação policial foi aprovada por 67% dos brasileiros, revelando um endurecimento da opinião pública diante da violência.
A criminalidade, aliás, voltou a ocupar o topo das preocupações nacionais: passou de 30% para 38%, superando temas como desemprego e inflação. Para o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, o tema da segurança pública “interrompeu a lua de mel tardia do governo com o eleitorado independente”.
Nunes lembrou que, meses atrás, a recuperação da aprovação de Lula havia sido impulsionada por medidas econômicas e queda no custo de vida. “Se o tarifaço tinha virado o jogo a favor do presidente, agora a segurança pública trouxe um freio de arrumação”, afirmou.
O levantamento mostra, portanto, que o eleitor brasileiro segue atento às pautas do cotidiano — e a sensação de insegurança começa a pesar mais que os avanços econômicos no humor do país.
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