Segundo relatos de vizinhos, uma discussão acalorada entre o casal antecedeu o início das chamas. Populares afirmaram que, poucos minutos após a briga, uma densa fumaça começou a sair do imóvel, seguida de labaredas que se espalharam rapidamente e atingiram outros cerca de 20 barracos próximos. O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e conseguiu controlar o incêndio após uma intensa operação para evitar que o fogo se propagasse ainda mais pela comunidade.
Durante o trabalho de rescaldo, a cena encontrada pelos bombeiros confirmou o pior: cinco corpos completamente carbonizados no interior do barraco onde o incêndio começou. A identificação inicial aponta uma mulher adulta, três crianças e um bebê — todos membros da mesma família.
O desfecho ganhou contornos ainda mais dramáticos quando Aguinaldo, apontado como autor do incêndio, retornou ao local horas após o crime. Revoltados, moradores o reconheceram e iniciaram uma série de agressões. Ele só não foi linchado graças à intervenção rápida da Polícia Militar, que conteve a população e prendeu o suspeito.
Aguinaldo confessou aos policiais ter ateado fogo no barraco após mais uma discussão com a companheira. Segundo ele, utilizou um isqueiro para incendiar um tapete, saindo em seguida do local. O objeto usado para iniciar as chamas foi encontrado pelos policiais durante a abordagem. Com ferimentos causados pela população, o suspeito recebeu atendimento na Policlínica de Afogados e, posteriormente, foi conduzido à delegacia.
A Polícia Civil abriu inquérito e segue investigando os detalhes do caso, que deixou a comunidade consternada e reacendeu o alerta sobre a escalada da violência doméstica. A tragédia expôs, mais uma vez, a vulnerabilidade de famílias que vivem em extrema precariedade e a urgência de ações efetivas de proteção às mulheres e crianças em situação de risco.
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