domingo, 16 de novembro de 2025

VIOLÊNCIA - MÉDICO ASSASSINADO POR COLEGA MÉDICA EM FRENTE A UBS NA ZONA RURAL DE ARAPIRACA

A tarde deste domingo (16) foi marcada por uma tragédia que abalou profundamente a cidade de Arapiraca. O médico Alan Cavalcante foi brutalmente assassinado dentro do próprio carro, estacionado em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS) do Sítio Capim, na zona rural do município. O crime, cometido de forma direta e sem chance de defesa, deixou moradores em estado de choque e levantou uma série de questionamentos sobre a natureza do conflito que teria motivado o ataque.

Segundo relatos de testemunhas, a suspeita — também médica e conhecida da vítima — chegou ao local dirigindo um Jeep. Ela desceu do veículo armada, caminhou em direção ao carro de Alan e iniciou uma sequência de disparos pela parte frontal do automóvel. Vídeos feitos por moradores mostram pelo menos cinco perfurações no para-brisa, evidenciando a violência e a precisão da ação.

Após realizar os disparos, a mulher teria gritado:
“Eu não disse que ia te matar!”, frase que foi ouvida por pessoas que estavam nas proximidades e presenciaram o crime. Em seguida, ela retornou ao veículo e fugiu rapidamente do local. Até o momento, permanece foragida.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas, diante da gravidade dos ferimentos, apenas pôde confirmar o óbito do médico ainda no local. O clima entre moradores era de profunda perplexidade diante da execução repentina e da violência incomum.

A Polícia Militar isolou a área e equipes do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) foram acionadas para os procedimentos técnicos. A Polícia Civil instaurou inquérito e trabalha para identificar a motivação do homicídio, que até agora não foi oficialmente esclarecida. Testemunhas indicam que o crime pode ter sido premeditado, mas somente a investigação poderá confirmar.

A morte de Alan Cavalcante gerou forte comoção entre profissionais da saúde, pacientes e moradores. O médico era reconhecido pela dedicação ao atendimento nas comunidades rurais e visto como um profissional comprometido e próximo da população local.

Enquanto a investigação avança, o clima em Arapiraca é de luto, insegurança e busca por respostas. A Polícia Civil continua as buscas pela suspeita, que deve responder por homicídio qualificado em um caso que já se tornou um dos mais impactantes do ano no Agreste alagoano.


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