Segundo relatos de testemunhas, a suspeita — também médica e conhecida da vítima — chegou ao local dirigindo um Jeep. Ela desceu do veículo armada, caminhou em direção ao carro de Alan e iniciou uma sequência de disparos pela parte frontal do automóvel. Vídeos feitos por moradores mostram pelo menos cinco perfurações no para-brisa, evidenciando a violência e a precisão da ação.
Após realizar os disparos, a mulher teria gritado:
“Eu não disse que ia te matar!”, frase que foi ouvida por pessoas que estavam nas proximidades e presenciaram o crime. Em seguida, ela retornou ao veículo e fugiu rapidamente do local. Até o momento, permanece foragida.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas, diante da gravidade dos ferimentos, apenas pôde confirmar o óbito do médico ainda no local. O clima entre moradores era de profunda perplexidade diante da execução repentina e da violência incomum.
A Polícia Militar isolou a área e equipes do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) foram acionadas para os procedimentos técnicos. A Polícia Civil instaurou inquérito e trabalha para identificar a motivação do homicídio, que até agora não foi oficialmente esclarecida. Testemunhas indicam que o crime pode ter sido premeditado, mas somente a investigação poderá confirmar.
A morte de Alan Cavalcante gerou forte comoção entre profissionais da saúde, pacientes e moradores. O médico era reconhecido pela dedicação ao atendimento nas comunidades rurais e visto como um profissional comprometido e próximo da população local.
Enquanto a investigação avança, o clima em Arapiraca é de luto, insegurança e busca por respostas. A Polícia Civil continua as buscas pela suspeita, que deve responder por homicídio qualificado em um caso que já se tornou um dos mais impactantes do ano no Agreste alagoano.
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