No terceiro mandato como deputado estadual, ex-prefeito de Canhotinho e atualmente no comando de um dos poderes mais estratégicos do Estado, Porto deixou de ser apenas um ator relevante para se tornar uma engrenagem central no projeto político liderado pelo prefeito do Recife, João Campos. A relação entre os dois não é recente, tampouco circunstancial. Trata-se de uma aliança construída com confiança mútua, convergência política e leitura afinada do cenário estadual.
Nos corredores da política, o nome de Álvaro Porto passou a ser citado com insistência como uma opção natural para compor uma chapa majoritária em 2026, especialmente na condição de candidato a vice-governador. A hipótese não é tratada como especulação vazia. Ao contrário, encontra respaldo em atributos objetivos: experiência administrativa comprovada, equilíbrio institucional demonstrado à frente da Alepe e uma habilidade de diálogo que atravessa partidos, regiões e correntes ideológicas.
Como vice, Porto teria um papel que vai além da formalidade do cargo. Seria um articulador permanente entre o Executivo e o Legislativo, alguém capaz de reduzir ruídos, construir consensos e garantir governabilidade em um Estado historicamente marcado por tensões políticas. Sua forte inserção no interior pernambucano também pesaria a favor, funcionando como contraponto territorial e político a uma liderança mais associada à capital.
No entanto, limitar Álvaro Porto apenas à condição de vice-governador pode ser uma leitura apressada — e até reducionista. O capital político que acumulou nos últimos anos o credencia a disputar espaços ainda mais amplos. Presidir a Assembleia não apenas ampliou sua visibilidade, como o colocou no centro das grandes decisões do Estado, permitindo-lhe exercer liderança, formar alianças e consolidar uma imagem de político moderado, mas firme.
Dentro da própria Frente Popular, são poucos os nomes que hoje reúnem densidade política, trânsito institucional e base eleitoral capazes de sustentar uma candidatura majoritária competitiva. Nesse contexto, Álvaro Porto surge como uma alternativa real não apenas para compor, mas também para encabeçar projetos mais ambiciosos, seja na disputa pelo Governo de Pernambuco, seja em uma corrida ao Senado Federal.
A sucessão de 2026 ainda está em construção, e muitas peças podem mudar de posição até lá. Mas uma coisa já parece clara nos bastidores: Álvaro Porto deixou de ser apenas um coadjuvante qualificado para se tornar protagonista potencial do próximo grande capítulo da política pernambucana.
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