Ao abordar a relação conturbada entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto, Antônio Moraes classificou o embate como desnecessário e nocivo ao interesse público. Para ele, a falta de diálogo e a escalada de conflitos políticos acabam desviando o foco do que realmente importa: a aprovação de projetos estratégicos e o avanço de políticas públicas essenciais para o estado.
O parlamentar comentou a convocação de uma sessão extraordinária da Alepe, prevista para a manhã da última segunda-feira, que tinha como objetivo discutir e votar matérias de interesse do Governo do Estado. Segundo Moraes, a decisão do presidente da Casa de encaminhar os projetos à Procuradoria da Alepe gerou preocupação. “O procurador não tem a função de decidir sobre essas matérias. A decisão final cabe ao plenário”, destacou, reforçando que a análise política e o voto dos deputados são instrumentos legítimos e soberanos do processo legislativo.
Demonstrando apreensão, Antônio Moraes alertou para os impactos diretos que essa disputa pode causar na vida dos pernambucanos. “Trata-se de uma briga insana, que poderá acarretar em prejuízos para a população de Pernambuco”, afirmou. O deputado ressaltou que, enquanto outros estados priorizam o consenso e colocam os interesses coletivos acima de disputas pessoais, Pernambuco corre o risco de ficar paralisado por vaidades e conflitos políticos.
Em tom de apelo, Moraes defendeu a necessidade urgente de diálogo e entendimento entre os poderes. “Temos que trabalhar muito, trabalhar pelo consenso, pois Pernambuco está acima de Raquel, acima de João e acima de qualquer vaidade pessoal”, concluiu, reforçando que o estado não pode ser refém de disputas políticas quando há demandas urgentes da sociedade esperando respostas concretas.
Fonte: Programa Cidade em Foco – Rede Pernambuco de Rádios e Blog do Alberes Xavier.
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