domingo, 4 de janeiro de 2026

CHINA EXIGE LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE MADURO APÓS ATAQUE DOS EUA E ELEVA TENSÃO GLOBAL

A crise internacional em torno da Venezuela ganhou novos contornos neste domingo (4), após a China exigir publicamente a libertação imediata do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, capturados durante uma ofensiva militar dos Estados Unidos em Caracas. Em tom duro, Pequim classificou a ação norte-americana como uma violação grave do direito internacional e alertou para riscos à estabilidade de toda a América Latina e do Caribe.

Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que Washington deve garantir a integridade física de Maduro e de sua mulher, interromper qualquer tentativa de derrubada do governo venezuelano e respeitar a soberania do país sul-americano. Para o governo chinês, o ataque representa mais um exemplo do que chamou de “comportamento hegemônico” dos Estados Unidos, com potencial de provocar consequências imprevisíveis no cenário global.

A reação chinesa ocorre poucas horas depois de a diplomacia de Pequim já ter condenado a operação em Caracas, classificando-a como uma ameaça direta à paz regional. Aliada estratégica da Venezuela, a China defende que conflitos internos sejam resolvidos exclusivamente por meio do diálogo político, sem qualquer tipo de intervenção externa.

Além do alinhamento político, a relação entre os dois países é fortemente sustentada por interesses econômicos. A China é um dos principais destinos do petróleo venezuelano, setor que responde por cerca de 70% do orçamento nacional da Venezuela. O país possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, e a exportação da commodity é considerada vital para sua sobrevivência econômica, especialmente em meio às sanções internacionais.

Diante do agravamento da crise, o governo chinês também adotou medidas de precaução em relação à segurança de seus cidadãos. Autoridades recomendaram que chineses evitem viagens à Venezuela no futuro próximo e, aqueles que já estão no país, limitem deslocamentos ao estritamente necessário. A orientação inclui reforço de medidas de segurança, monitoramento constante da situação local e afastamento de áreas consideradas sensíveis ou de possível conflito.

A escalada diplomática envolvendo China, Estados Unidos e Venezuela amplia a instabilidade geopolítica em um momento já marcado por tensões internacionais. Com interesses estratégicos, energéticos e políticos em jogo, o episódio reacende o debate sobre soberania, intervenções militares e o papel das grandes potências no equilíbrio global.

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