QUANDO A POLÍTICA TENTA CONFUNDIR O POVO
Pernambuco vive dias de barulho político intenso. De um lado, a governadora Raquel Lyra, alvo de um pedido de impeachment que muitos classificam como frágil e carregado de intenção política. Do outro, o prefeito do Recife, João Campos, que enfrenta um pedido com base jurídica clara, envolvendo concurso público, edital e desvio de conduta administrativa comprovado.
Colocar os dois casos no mesmo pacote é tentar confundir o povo. E é justamente aí que entra a análise política “na lupa”.
O CASO RAQUEL LYRA: MAIS DISCURSO POLÍTICO DO QUE PROVA
O pedido de impeachment contra Raquel Lyra gira em torno da empresa de ônibus Logo Caruaruense, ligada ao seu pai, o ex-governador João Lyra Neto. A acusação fala em suposta falta de fiscalização da EPTI.
Mas até agora, não apareceu prova de que a governadora tenha dado ordem, interferido ou beneficiado a empresa. Não há ato direto, não há documento assinado, não há decisão administrativa ligada a ela. O que existe é narrativa política.
RAQUEL ENFRENTA, NÃO SE ESCONDE
Diferente do que muitos fazem, Raquel não fugiu. Falou em público, olho no olho, diante de prefeitos e lideranças. Disse que não tem medo de investigação, nem de debate.
Mas foi clara: não aceita que tentem manchar sua honra ou a história da sua família sem provas. E esse discurso cola porque combina com sua trajetória pública.
CPI DA PUBLICIDADE: UM EXEMPLO DO FILME REPETIDO
Não é a primeira vez que tentam desgastar Raquel com CPIs e denúncias. A CPI da Publicidade fez barulho, ocupou manchetes, gerou discurso político.
Resultado? O Tribunal de Contas do Estado produziu um relatório extenso dizendo que não havia irregularidades. Mesmo assim, a CPI nem foi arquivada.
Ou seja: muito barulho, pouco fato. O roteiro parece o mesmo agora.
CORTINA DE FUMAÇA: POR QUE AGORA?
Nos bastidores, a leitura é clara: o pedido contra Raquel surge num momento em que o governo avança, entrega obras, reorganiza o Estado e amplia diálogo com prefeitos.
Criar crise política é uma forma conhecida de tentar frear governo que está andando. A estratégia não é nova: desgastar, confundir e ocupar o noticiário.
AGORA, O OUTRO LADO: JOÃO CAMPOS E O CONCURSO
Enquanto o caso de Raquel gira em suposição, o pedido de impeachment contra João Campos é diferente. Bem diferente.
Ali, houve ato administrativo concreto: um candidato que estava em 61º lugar foi parar em 1º, atropelando regras claras do edital de concurso público.
Isso não é opinião, é documento.
DESVIO DE CONDUTA COMPROVADO
Concurso público não é escolha pessoal, nem política. Tem regra, tem edital, tem lei.
No caso do Recife, a nomeação questionada foi tão problemática que a própria Prefeitura acabou voltando atrás e revogando o ato.
Quando o gestor recua, é porque o erro existiu. E erro em concurso público é coisa séria.
DOIS CASOS, DUAS REALIDADES
Aqui está a diferença que o povo precisa entender:
– Raquel Lyra: acusação indireta, sem prova de ato, sem benefício comprovado, baseada em narrativa política.
– João Campos: ato assinado, nomeação feita, edital desrespeitado, erro reconhecido na prática.
Misturar os dois é injusto e desonesto com quem acompanha política com atenção.
HONRA, TRABALHO E VERDADE
Raquel Lyra segue firme, trabalhando, dialogando e enfrentando o jogo político sem baixar a cabeça. Sua trajetória, marcada por seriedade, gestão e coragem, fala mais alto do que discursos vazios.
Já no Recife, o caso exige resposta jurídica, não discurso emocional. Porque ali houve fato, papel, assinatura e recuo.
Na política, o povo pode até ser simples, mas não é bobo. Quando se olha com atenção, fica claro quem enfrenta cortina de fumaça — e quem precisa explicar um erro real. A cortina pode até está aí, mais passa, pois é feita de fumaça!
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