De acordo com a Polícia Civil, o crime foi planejado com antecedência e ocorreu no porão da residência da família. A suspeita relatou, em depoimento, que vinha alimentando sentimentos de ciúme e revolta, o que teria culminado na decisão de matar as duas vítimas. O nome da jovem não foi divulgado pelas autoridades.
Após o ataque, ainda conforme a apuração, a autora do crime tentou apagar vestígios. Ela teria lavado a arma utilizada e, em uma tentativa de despistar suspeitas, chegou a responder mensagens enviadas ao celular da mãe, inclusive de uma vizinha que desconfiou da situação ao ouvir gritos vindos da casa.
A prisão foi efetuada pela Polícia Militar, em frente ao imóvel onde os assassinatos aconteceram. A jovem não ofereceu resistência no momento da abordagem e foi encaminhada para a delegacia da cidade, onde prestou depoimento. Durante o interrogatório, afirmou fazer uso de medicação psiquiátrica, informação que agora será avaliada no curso do inquérito policial.
A Polícia Civil informou que a investigada deverá ser indiciada por feminicídio, no caso da morte da mãe, e por homicídio qualificado pela morte do irmão, devido às circunstâncias do crime. O caso segue sob investigação para esclarecimento completo dos fatos e análise do histórico psicológico da suspeita.
O episódio reacende o debate sobre saúde mental, violência dentro do ambiente familiar e a necessidade de atenção a sinais de conflitos graves que, muitas vezes, passam despercebidos até resultarem em tragédias irreparáveis.
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