No local, a cena é chocante: crianças portadoras de doenças graves, pacientes com câncer, pessoas que fazem hemodiálise e outros usuários do sistema de saúde estão ao Deus-dará, sentados na praça, enfrentando fome, sede, cansaço extremo e angústia. Muitos já debilitados, alguns com dores, outros com exames e procedimentos marcados, todos sem saber como ou quando conseguirão chegar ao atendimento médico.
De acordo com as informações que chegam agora à redação, não há presença da Prefeitura de Pesqueira, nenhum suporte emergencial, nenhum ônibus reserva, nenhuma equipe de apoio, nenhuma distribuição de água ou alimentação. O tempo passa, a situação se agrava e o silêncio da gestão municipal ecoa mais alto do que qualquer justificativa.O que deveria ser um serviço essencial, criado para garantir dignidade a quem depende do SUS para sobreviver, se transforma, mais uma vez, em um retrato cruel da negligência. O TFD existe para salvar vidas, não para expor pacientes vulneráveis a situações humilhantes e perigosas em plena capital do Estado.
Enquanto isso, familiares tentam acalmar crianças, doentes resistem como podem e a sensação é de completo abandono. Cada minuto parado representa risco real à saúde dessas pessoas. Para quem está ali, não é atraso logístico — é sofrimento humano.
O caso exige providências imediatas, resposta urgente da Prefeitura de Pesqueira e atuação dos órgãos de controle. O que está acontecendo agora na Praça do IMIP é inaceitável, desumano e revoltante.
Saúde não pode esperar.
Pacientes não podem ser tratados como carga descartável.
E a dignidade humana não pode ficar quebrada no meio da rua.
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