Na manifestação, Porto afirmou que o episódio remete a práticas autoritárias e representa uma grave afronta ao Estado Democrático de Direito. Segundo ele, não é admissível que agentes públicos sejam utilizados para perseguir adversários políticos, utilizando recursos estatais e instrumentos de inteligência que deveriam estar a serviço da segurança da população. O deputado ressaltou que, como chefe do Poder Legislativo estadual, não poderia se calar diante do que classificou como um fato “extremamente grave”.
O parlamentar também declarou ter sido vítima, ao lado de familiares, de ações que atribui a um suposto “gabinete do ódio” que, segundo ele, teria operado dentro da estrutura do governo estadual. Álvaro Porto relembrou discursos anteriores feitos na tribuna da Alepe, quando denunciou a existência de um grupo organizado para disseminar ataques, mentiras e injúrias contra pessoas que seriam vistas como adversárias políticos da gestão estadual.
A nova denúncia envolvendo o monitoramento de integrantes da Prefeitura do Recife, conforme mencionou o deputado, teria ampliado a preocupação com o que ele considera uso indevido da máquina pública. Para Porto, a situação é ainda mais grave por envolver profissionais da segurança pública que, em sua avaliação, deveriam estar voltados exclusivamente ao combate ao crime e à proteção da sociedade, e não à produção de dossiês ou ações de vigilância política.
No texto, o presidente da Alepe cobra providências diretas da governadora de Pernambuco, defendendo que o caso seja devidamente investigado e esclarecido à população. Ele afirma que os pernambucanos esperam respostas firmes e medidas concretas diante das acusações, para evitar que práticas desse tipo se repitam. “Isso tem que ter um basta”, enfatiza a nota, ao defender responsabilização caso irregularidades sejam confirmadas.
Álvaro Porto também aproveitou a manifestação para relembrar outro ponto de tensão com o governo estadual. Ele citou a expectativa por medidas judiciais relacionadas a uma empresa pertencente ao pai da governadora, que, segundo o deputado, estaria inadimplente com o Estado. A menção reforça o tom político do embate e evidencia que a crise se estende para além do episódio da suposta espionagem.
A denúncia exibida em rede nacional e a reação do presidente da Alepe elevam a pressão sobre o Governo de Pernambuco, que passa a ser cobrado publicamente a se posicionar sobre os procedimentos adotados por órgãos de segurança e sobre os limites de eventuais investigações preliminares. O caso adiciona mais um capítulo ao clima de tensão entre forças políticas estaduais e municipais, em um cenário já marcado por disputas e desconfianças mútuas.
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